Hexacampeão Nacional de Todo-o-Terreno realça momentos de grande perigo na edição de 2014 do Rali Dakar
Mário Patrão está pela segunda vez naquela que é considerada a maior prova de Todo-o-Terreno do mundo, o Rali Dakar, que decorre desde o dia 5 de janeiro até ao próximo dia 18 por caminhos entre a Argentina, Bolívia e Chile.
Mas a edição de 2014 do Rali Dakar soma já muitas “pedras nos sapatos” para os cerca de metade dos pilotos que partiram de Rosário, na Argentina, com destino à cidade chilena de Valparaíso. Que o diga Mário Patrão: “Este Dakar está a ser extremamente difícil! Temos vivido momentos de muito sacrifício, muitos pilotos perdidos, zonas de percurso que nunca antes foram passadas, deparamo-nos com tantos obstáculos que nos colocam num grande risco de vida”, contou o piloto de Seia.
A quinta etapa foi verdadeiramente marcante. Só no quinto dia de prova registaram-se 31 abandonos nas motos. “Foi uma etapa horrível. O calor era imenso, atravessámos uma zona de areias que pareciam movediças e que exigiram muito esforço de pilotos e máquinas. Havia muitos pilotos perdidos por todo o lado, vi muitos deles caídos, desidratados, todos nós implorávamos por água e por ajuda, a dada altura senti que parecia que nos queriam matar”, recordou o piloto da RR Motos, Suzuki e Crédito Agrícola.
Cumprida a primeira metade da prova a caravana descansou em Salta, de onde parte este domingo rumo ao território desconhecido da Bolívia.
“Chegar ao fim desta prova já é uma grande vitória”
Pela frente há ainda mais sete etapas até à chegada ao palanque final, no Chile, com particular destaque para a travessia do gigante Salar de Uyuni, na Bolívia, como também para o imponente deserto do Atacama.
“Todos nós esperamos ainda muitas dificuldades pela frente, estamos numa fase em que o objetivo mais comum é terminar. Chegar ao fim desta prova já é uma grande vitória, e eu quero vencê-la”, concluiu Patrão.