- Tal como na edição de 2012, o chileno "Chaleco Lopez" é o primeiro líder entre os veículos de duas rodas;
- Entre os pilotos portugueses Ruben Faria foi o melhor com o 7º lugar no final da etapa;
Foi dado hoje o "tiro" de partida para mais uma edição daquele que é o mais duro rally de todo-o-terreno do mundo, com a primeira etapa a ligar Lima a Pisco. Com apenas 13km ao cronómetro, o piloto Chileno da KTM assinou logo um lugar de destaque, vencendo a primeira etapa do Dakar 2013 tal como tinha sucedido no ano anterior.
A apenas 1 segundo de Francisco Lopez ficou o Holandês Frans Verhoeven, que levou a sua Yamaha ao segundo posto. A fechar o top3 mais um piloto chileno, Quintanilla, que ficou a 5s do seu compatriota da KTM, este último pilotando a sua Honda.
Entrada também bastante boa para outro chileno, desta feita foi Cabrera que assinou o 4º tempo a 11s de "Chaleco", logo seguido por Després, o piloto da KTM que fez apenas mais 13s que o vencedor da etapa.
Quanto aos portugueses optaram por não entrar ao ataque, mas ainda assim demonstrando a sua qualidade, sendo que o melhor tempo entre os pilotos nacionais foi feito por Ruben Faria que se colocou no 7º lugar da classificação, 2 lugares atrás do seu colega de equipa.
Paulo Gonçalves completou hoje a etapa com mais 32s que o vencedor e colocou-se na 13ª posição. O terceiro melhor português foi Hélder Rodrigues, na 29ª posição, o piloto oficial da Honda optou por um ritmo calmo para partir de trás na etapa de amanhã. Bianchi Prata, outro dos pilotos nacionais, fez o 62º tempo e perdeu 1m34s para o vencedor da etapa. A fechar a comitiva portuguesa ficou Mário Patrão que se estreou no Dakar com um 68º lugar.
Classificação - Etapa 1:
- 1º F. Lopez
- 2º F. Verhoeven +1s
- 3º Quintanilla +5s
- 4º Cabrera +11s
- 5º C. Despres +13s
...
- 7º R. Faria +19s
...
- 13º P. Gonçalves +32s
...
- 29º H. Rodrigues +53s
...
- 62º P. Bianchi Prata +1min34s
...
- 70º M. Patrão +1min47s
sábado, 5 de janeiro de 2013
O chileno "Chaleco Lopez" entra a vencer nesta edição do Dakar 2013
Publicado em sábado, janeiro 05, 2013
Um dia para esquecer no deserto Mauritano
Publicado em sábado, janeiro 05, 2013
Paulo Rui Ferreira e Jorge Monteiro perderam horas no meio das dunas
“Foi uma verdadeira etapa da Mauritânia”, afirmou exausto Paulo Rui Ferreira assim que conseguiu retirar a sua Nissan Navara Off Road de um buraco no meio das dunas. A equipa de Leiria teve um dia terrível, daqueles que não se deseja a ninguém, mas que faz parte integral de uma prova deste tipo. Paulo Rui Ferreira e Jorge Monteiro levaram horas para conseguir desatascar a Nissan de um buraco para onde escorregou no meio de um cordão de dunas. Mas o azar do dia não foi apenas este, pois o PRF Racing Team ficou enterrado nas areias mauritanas por diversas vezes, debatendo-se também com problemas de navegação.
“Foi muito complicado! Ficámos presos por diversas vezes, perdemos a orientação e até conseguimos furar por duas vezes, o que ainda não tinha acontecido até aqui. Depois de um dia fantástico como o de ontem, este foi verdadeiramente mau, uma etapa tipicamente mauritana que deixa ficar as suas marcas em termos de classificação. Neste momento estamos a caminho do acampamento em Akjoujt, e nem sequer sabemos a nossa classificação. Estes azares fazem parte deste tipo de corridas, e só temos de nos preparar para o dia de amanhã”, referiu, naturalmente cansado, Paulo Rui Ferreira.
Depois de muitas ocorrências ao longo de um dia para esquecer, a equipa de Leiria viria a atrasar-se horas, já perto do final da especial que hoje teve mais de quatrocentos quilómetros de areia e dunas. À hora deste comunicado, Paulo Rui Ferreira e Jorge Monteiro ainda estão a percorrer a ligação até Akjoujt para gozarem um merecido descanso após um dia de “trabalhos forçados”. A classificação ainda não é conhecida, mas o PRF Racing Team terá descido alguns lugares na classificação geral.
A etapa de amanhã será efectuada num looping que tem por base Akjoujt. Vão ser mais 473 km com muita areia e dunas, que irá provocar mais um dia de dificuldades para todos os concorrentes, em mais um dia marcado pelo deserto da Mauritânia.
Carlos Sousa e Miguel Ramalho com entrada “demasiado prudente” no Dakar 2013
Publicado em sábado, janeiro 05, 2013
Acusando a paragem de um ano e confessando algum nervosismo à partida, Carlos Sousa concluiu a primeira especial do Dakar 2013 num pouco habitual 19º lugar da classificação geral. Num percurso bastante rápido e que acabou por favorecer a maior potência dos buggys de apenas duas rodas motrizes, o piloto português do Team Great Wall Motors admitiu que foi “talvez demasiado prudente”, acabando por ceder 59 segundos para o mais rápido a cumprir os primeiros 13 km cronometrados desta edição...
Após três dias de verificações técnicas e administrativas em Lima, as 449 equipas admitidas à partida (183 motos, 38 quads, 153 autos e 75 camiões) lançaram-se este sábado, às 7h50 locais (menos 5 horas que em Portugal Continental), a caminho da primeira etapa do Dakar 2013, atacando os primeiros 263 km dos mais de 8.500 que separam os concorrentes da chegada a Santiago do Chile, a 20 de janeiro próximo.
Numa jornada que a própria Organização apelidou de “ligeira”, foi já perto da chegada a Pisco que os concorrentes abriram oficialmente as hostilidades deste Dakar, numa mini-especial de 13 km, com partida e chegada praticamente no mesmo local.
Juntos pela primeira vez num Dakar, Carlos Sousa e Miguel Ramalho protagonizaram uma entrada “talvez demasiado cautelosa”, garantindo apenas o 19º tempo da classificação geral, a 59 segundos da melhor marca estabelecida pelo Buggy de Carlos Sainz, o primeiro líder deste rali.
“Entrei muito nervoso e custou-me a entrar no ritmo. Era uma especial bastante rápida e muito talhada para os buggys. Ainda assim, confesso que estaria talvez à espera de uma classificação mais próxima do top-10”, admite o piloto português do Team Great Wall Motors, que viu o seu colega de equipa, o chinês Zhou Yong, terminar em 28º, a 1m15s do mais rápido.
Mário Patrão à defesa na primeira etapa do Dakar
Publicado em sábado, janeiro 05, 2013
Dificuldade aumentará significativamente no segundo dia!
Mário Patrão iniciou hoje a sua estreia na maior prova de Todo-o-Terreno do mundo. A 35.ª edição do Rali Dakar decorre de 5 a 20 de Janeiro de 2013 entre a capital peruana de Lima e a chilena de Santiago, num total de mais de 8.000 quilómetros de percurso.
Milhares de aficionados distribuídos pelas praias de Madalena, em Lima, assistiram ao partir do pelotão com destino a Pisco. A primeira de catorze etapas teve um total de 263 quilómetros, dos quais apenas 13 foram cronometrados.
Único piloto aos comandos de uma Suzuki no Rali Dakar, Mário Patrão optou por entrar numa toada calma e assegurar vantagem na partida para a segunda etapa. «Foi uma boa estreia, tudo correu bem e mantive-me sempre atento e concentrado. A especial foi muito curta, cheia de areia, mas a minha Suzuki mostrou estar à altura!» Explicou o piloto de Seia, detentor da 70.ª posição por entre a lista de 189 concorrentes na categoria de Motos.
Segunda etapa ao sabor das dunas!
Amanhã começa o verdadeiro Dakar, dizem os entendidos... A segunda etapa realiza-se em redor da província peruana de Pisco, com uma imensidão de dunas a servir de pano de fundo a um pelotão que ainda só está no início.
«Amanhã espera-se uma etapa muito difícil, repleta de dunas e de muita navegação, por isso parto de trás para poder seguir a experiência dos meus adversários. O objetivo continua a ser chegar até Santiago do Chile», concluiu o piloto do Crédito Agrícola.
No total, a segunda ‘especial’ da prova terá uma extensão de 242 quilómetros a contra-o-relógio, restando apenas 85 para ligações.
Hélder Rodrigues optou por partir atrás
Publicado em sábado, janeiro 05, 2013
A edição de 2013 do Dakar já arrancou esta tarde no Peru com uma etapa que ligou a capital, Lima a Pisco e que incluía um curta especial cronometrada de apenas 13 quilómetros. Um sector selectivo que serviu para definir a ordem de partida para o verdadeiro início da prova que terá lugar amanhã onde os 242 quilómetros cronometrados serão na sua maioria disputados totalmente em areia.
Foi a pensar nas características dessa etapa que Hélder Rodrigues e a maioria dos pilotos mais credenciados optaram por não partir na frente. O campeão do mundo de 2011 e actual nº1 da equipa Honda optou estrategicamente por partir atrás de todos os seus adversários, mesmo que para isso tenha perdido algum tempo, tendo em conta que, no caso das motos, o crono realizado foi, para efeitos de classificação da etapa, multiplicado por cinco. Uma desvantagem que o piloto português espera por certo recuperar ao partir de uma posição mais atrasada.
Hélder Rodrigues realizou o 29º tempo tendo gasto mais 53s que o chileno Chaleco Lopez que optou por partir na frente para a etapa de amanhã. O piloto português irá partir amanhã com uma desvantagem de 3m20s para Cyril Despres que hoje realizou o 5º tempo.
“ A etapa correu conforme tinha idealizado. O sector selectivo era todo em areia e bastante curto. Fiz esta etapa a pensar no dia de amanhã onde vamos ter logo de entrada deste Dakar uma etapa muito difícil. Sinto-me muito bem e estou preparado para enfrentar toda a dureza desta prova”, salientou no final da etapa o piloto da Honda, Red Bull e TMN.
Monster Energy X-raid Team preparada para começar o Dakar 2012
Publicado em sábado, janeiro 05, 2013
Just a few more hours to go until the Monster Energy X-raid Team will start into the 8000-kilomretre adventure across South America. In Peru’s capital Lima, the venue of the start into this year’s edition of the legendary cross-country event, the team around Team Manager Sven Quandt completed its final preparations. An extensive shakedown executed not far from Lima offered the X-raid drivers the chance of driving their ALL4 Racing for a final time, prior to the Dakar start.
Yesterday, on Friday, the entire team had to pass the administrative check and the scrutineering. Afterwards, the Monster Energy X-raid Team rally cars were checked by the scrutineers. While the service vehicles had passed their ASO scrutineering as early as prior to their shipment in Le Havre.
And while the majority of the mechanics already hits the road to Pisco early in the morning, with the service trucks and service vehicles, the drivers and their navigators look forward to crossing the start podium in Lima which will start around 9.45 local time.
“Finally the days of waiting are over,” beams Monster Energy X-raid Team Manager Sven Quandt. “Today, the rally will begin and we once again will go for it. On day one, the drivers will have to contest an individual 15-kilometre time trial but in the stages on the following days, the going definitely will get tough. Consequently, we have to be fully focused right from the start.”
“I just can’t wait for the start,” admits Stéphane Peterhansel, the 2012 Dakar winner. “I’m a racing driver and therefore, I’m getting more and more impatient, on the last days prior to the start into an event. The MINI ALL4 Racing is perfectly prepared and we are looking forward to battling it out with our competitors. But we are aware that we are about to face a difficult task: our rivals are extremely competitive and if you aren’t careful, you can lose your chance of winning this rally as early as in the first stages in Peru.”
Fantástico 3º Lugar para a equipa de Leiria
Publicado em sábado, janeiro 05, 2013
Paulo Rui Ferreira e Jorge Monteiro deram-se bem com os ares da Mauritânia
A entrada na Mauritânia foi marcada por uma ligação demasiado longa e por uma especial muito competitiva. A equipa de Leiria respirou bem os ares mauritanos, realizando uma etapa muito produtiva. Um 3º lugar na classificação geral mostra bem o empenho que o PRF Racing Team colocou no dia de hoje.
“Foi uma etapa muito rápida e com uma navegação muito difícil, mas que nos acabou por correr bastante bem. Percebemos que o traçado de hoje era mais o nosso terreno, o que nos entusiasmou bastante. Ter rolado muito perto da liderança na etapa, deu-nos mais alento para o dia de amanhã, onde iremos encontrar mais de quatrocentos quilómetros de areia e muitas dunas. Estamos preparados para esse grande desafio e bastante motivados pelo resultado que conseguimos alcançar na etapa de hoje. Estamos descontraídos e confiantes”, afirmou, com grande dose de optimismo, Paulo Rui Ferreira.
A Nissan Navara Off Road da equipa de Leiria alcançou o 3º lugar a apenas 1m44 de Schelesser, que voltou a vencer, e a quarenta segundos do 2º lugar. Um dia brilhante que acentua o 5º lugar da classificação geral entre os automóveis, e o 6º da classificação conjunta.
Para amanhã esperam-se grandes dificuldades. Entre Chami e Akjoujt. Serão 648 km no total, com uma especial de 437 km repleta de dunas. Para Paulo Rui Ferreira e Jorge Monteiro vai ser exigida muita condução e essencialmente, um cuidado muito especial com a navegação.
Apesar de tudo, a equipa de Leiria está extraordinariamente confiante.
Carlos Sousa e Miguel Ramalho cumpriram as últimas formalidades antes da partida
Publicado em sábado, janeiro 05, 2013
A menos de 24 horas do início oficial da 35ª edição do Dakar, Carlos Sousa e Miguel Ramalho cumpriram esta manhã, numa das praias da capital peruana, as obrigatórias verificações administrativas e técnicas. Superado o sempre minucioso controlo por parte dos comissários de corrida, o SUV Haval nº 308, inscrito pela chinesa Great Wall, está agora pronto para passar pelo pódio de partida e tomar este sábado o seu lugar à partida da primeira especial do rali. Pela frente, um aperitivo de apenas 13 km cronometrados a caminho de Pisco e das primeiras dunas peruanas…
De volta ao ponto de chegada em 2012, onde em janeiro passado confirmou a melhor classificação de sempre de um construtor chinês na prova, garantindo o 6º lugar, Carlos Sousa e a sua equipa ultrapassaram hoje, ao final da manhã, as últimas formalidades antes da partida oficial da 35ª ediçãodo Dakar, a realizar pela primeira vez em Lima, a capital do terceiro maior país da América do Sul.
Representando pelo segundo ano consecutivo as cores do maior exportador automóvel da China, o piloto português cumpre em 2013, aos 46 anos, a sua 14ª participação num Dakar – a terceira no atual formato sul-americano –, voltando a ser a grande esperança do Team Great Wall Motors para colocar o SUV Haval 4X4 de motorização Diesel entre o top-10 da classificação final, uma meta alcançada por Carlos Sousa em nada menos do que oito das suas 13 participações.
“Este ano, admito que será difícil aspirarmos a um resultado mais ambicioso. Se em 2012 superámos as melhores expetativas dos responsáveis da equipa, a verdade é que também colocamos a fasquia muito alta, sobretudo para um construtor que só muito recentemente começou a apostar no Dakar e não tem ainda a experiência ou os meios das principais equipas do pelotão automóvel”, refere Carlos Sousa, que este ano se faz acompanhar de Miguel Ramalho, formando a única dupla nacional a competir na categoria automóvel.
“Sem evoluções no capítulo mecânico, este foi o único up-grade que solicitei à equipa, também porque sempre foi meu desejo formar novamente uma dupla 100 por cento nacional no Dakar”, assume.
BANHO DE MULTIDÃO EM LIMA
Neste que foi o terceiro e último dia dedicado às verificações administrativas e técnicas, Carlos Sousa e Miguel Ramalho cumpriram paciente e tranquilamente os obrigatórios procedimentos antes da partida, num ritual sempre acompanhado de muito perto pelo aficionado público sul-americano, que esta sexta-feira literalmente invadiu o bairro de La Magdalena – um terreno baldio de 20 hectares onde foi montado o “Village Dakar”, depois de movimentadas mais de 300 toneladas de terra.
“É uma estrutura imensa e um espectáculo único a cada ano. São milhares e milhares de pessoas que querem ver os carros e os pilotos de perto… É aqui que começamos a sentir verdadeiramente o ambiente da corrida e o espírito muito próprio do Dakar”, observa Carlos Sousa, sempre muito requisitado pela imprensa internacional.
“Acabamos por perder a conta às entrevistas, aos autógrafos, às fotografias… Mas é isto que faz do Dakar uma prova única, seja na Europa, em África ou na América do Sul”, admite o português na véspera da grande partida e depois de uma manhã marcada por vários reencontros, como o do antigo colega de equipa na Mitsubishi e vencedor da última edição, o francês Stéphane Peterhansel, “para mim o grande favorito à vitória, mesmo apesar da esperada maior competitividade dos buggys de duas rodas motrizes, em face de um (novo) regulamento que é bastante mais penalizador para os 4X4, desde logo, pela utilização obrigatória de um motor de série”.
Daqui para frente, e até ao próximo dia 20, serão poucos os momentos de descontração para os mais de 745 competidores inscritos, representando 53 nacionalidades (um recorde absoluto em 35 edições), que a partir de manhã enfrentarão os mais 8.400 km das 14 etapas programadas para este ano entre o Peru, a Argentina e o Chile.
Após a simbólica passagem pelo pódio montado na praia dos Chorrilos (entre as 8h00 e as 13h00 locais) e já a caminho de Pisco e das primeiras dunas peruanas, a etapa inaugural deste Dakar compreende uma mini-especial de apenas 13 km cronometrados: “É uma etapa sem qualquer dificuldade e que servirá sobretudo para nos adaptarmos novamente ao carro e entrarmos no ritmo de corrida. Daí para a frente sim, começará o verdadeiro e duro Dakar”.
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