domingo, 2 de janeiro de 2011

Machacek e Chagin entram a vencer no Dakar 2011


Na primeira etapa do Dakar 2011 que ligava Buenos-Aires a Cordoba foi o russo Chagin nos camiões e Machacek nos quads quem levou a melhor sobre os restantes pilotos a participar neste Dakar nas suas categorias.

Nos Camiões, este foi um dia em que o top5 da classificação dos pesos pesados da competição foi dividido entre a marca russa Kamaz e a Tatra, contudo quem levou a melhor foi Chagin que assinou a primeira vitória neste Dakar, sendo mais rápido que o piloto da Tatra, Loprais que perdeu para o russo 4m41s, seguindo-se Kabirov que perdeu para o seu colega de equipa 5m52s. Na 4ª posição ficou a nova estrela da Kamaz, Nikolaev, que perdeu para Chagin 9m16s. A fechar o top5 terminou o brasileiro De Azevedo que perdeu para o vencedor da primeira estapa deste dakar 10min39s.

Classificação Geral

Nos Quads a primeira vitória foi conseguida por Machacek num dia totalmente dominado pela marca japonesa da Yamaha. O segundo classificado da especial foi Plechaty a apenas 1min06s de Machacek, na terceira posição ficou o piloto da casa Halpern, o argentino perdeu 3min04s para o vencedor. O 4º classificado foi o piloto Sérgio La Fuente a 3min1s, ficando a apenas 6 segundos da terceira posição. Alejandro Patronelli aparece na 5ª posição e perdeu 5min24s. Já o seu irmão, vencedor da ultima edição do Dakar, ficou apenas na 9ª posição a 9min46s do vencedor.

Classificação Geral

Foto: DPPI

Alarme na temperatura de escape atrasou Ricardo Leal dos Santos


• Forçado a não passar das 1000/1500 rpm
• Piloto parou para ajudar Chicherit

Ricardo Leal dos Santos e Paulo Fiúza não iniciaram da melhor forma a sua participação no Rali Dakar Argentina Chile aos comandos do BMW X3 CC da equipa oficial da BMW, o Monster Energy X-raid Team. Ao quilómetro cinco dos 222 de sector selectivo da 1ª etapa surgiu um alarme de temperatura de escape e a partir daí a equipa portuguesa foi forçada a imprimir um andamento moderado até ao final da especial.

“Não estamos com sorte mas pensei que o resultado fosse muito pior. Tive de conduzir com muito cuidado. Não podia passar das 1000/1500 rpm pois quando chegava às 2000 rpm o motor entrava em sobreaquecimento. Não fazemos ideia do que possa ter acontecido, mas também não adiantaria nada parar”
salientou no final da especial Ricardo Leal dos Santos.

O piloto de Coimbra que está a pilotar o BMW X3 CC com o n.º 313, onde se destaca o importante apoio da Delta Q, foi ainda forçado a parar na parte final para ajudar o seu companheiro de equipa Guerlin Chicherit, que contou com problemas de travões no seu Mini.

Açores TT Team no Top 10 da grande maratona africana


• Resultado acima das melhores expectativas
• 3º lugar no Troféu Wildcat
• Gestão muito eficiente da corrida


Aos comandos do QT Wildcat inscrito pelo Açores TT Team a dupla Bruno Oliveira / Manuel Rosa está a ter uma prestação excelente na 3ª edição do Africa Eco Race, ocupando um lugar no Top 10 no final da primeira metade da corrida que se iniciou no passado dia 27 de Dezembro.A equipa estreante numa competição desta natureza tem enfrentado etapas duríssimas e muito exigentes do ponto de vista de navegação mas tem conseguido superar todas as dificuldades e ocupa ainda uma notável 3ª posição no Troféu Wildcat, competição que conta com adversários muito cotados e experientes.

“Como sempre afirmei desde o arranque deste projecto, o nosso grande objectivo é terminar a corrida e levar o QT Wildcat até ao Lac Rose em Dakar. Esssa será a nossa grande vitória. Até lá vamos fazendo o melhor que sabemos e com uma gande precupação em poupar a mecânica e evitar ao máximo que surgam problemas. O QT Wildcat é uma máquina excelente, a assistência da Paredecar Motorsport tem sido impecável na revisão diária que faz ao carro e é isso que nos permite, sem exageros, alcançar este resultado”, explica Bruno Oliveira.

Para Manuel Rosa a estreia“está a superar todas as nossas expectativas mas tudo tem sido feito com grande rigor e sem qualquer tipo de excessos. Entendi-me bem com a navegação e estou fascinado com esta corrida”.

6ª etapa - GREID LAREICH / BOULANOUAR – 183,33 Km de Sector Selectivo e 714,74 km de Ligação

Amanhã é do dia mais longo da prova. A especial será curta mas segue-se uma longa ligação até à Mauritânea. O sector cronometrado divide-se em duas partes, a primeira arenosa com algumas pequenas transposições de dunas numa pista rolante e a segunda em caminhos que vão tendo cada vez mais pedra à medida que a etapa se aproxima do fim. Com muitas pistas paralelas a navegação volta a ser exigente e trabalhosa.

Classificação Geral após a 4ª etapa
Auto: 1º Jerome Pelichet/Eugenie Decre (Bowler), em 16h08m14s; 2º Jean Louis Schlesser/Celine Merle-Beral (Buggy), a 32m57s; 3º Jacky Loomans/Frits Driesmans (Nissan), a 33m19s, ... 10º Bruno Oliveira/Manuel Rosa (Bowler), a 4h29m21s.

Carlos Sainz é o primeiro líder


O piloto espanhol Carlos Sainz começou bem o seu Dakar entrando com uma vitória na primeira especial.

Num percurso diferente das motas e quads, Carlos Sainz foi o vencedor do dia num traçado com cerca de 220 km's cronometrados. O vencedor do Dakar do ano passado liderou durante quase toda a etapa após uma luta com Peterhansel e Nasser Al-Attiyah.

Na estreia do Race Touareg 3 em etapas do Dakar a Volkswagen dominou este primeiro dia de competição, onde apenas Stephane Peterhansel conseguiu impedir que a marca colocasse os seus 4 carros nas 4 primeiras posições. Carlos Sainz foi então o vencedor da etapa na frente e Peterhansel, que terminou a 1 minuto e 31 segundos do espanhol.

Nasser Al-Attiyah foi o 3º classificado, a 2 minutos e 16 segundos do seu colega de equipa. A fechar o top 5 terminaram Mark Miller e Giniel De Villiers nos restantes Race Touareg.

Quanto aos portugueses, Ricardo Leal dos Santos efectuou uma etapa bastante discreta, não indo além da 20ª posição provisória, a quase 30 minutos do líder.

Bastante melhor esteve Francisco Inocêncio, que regressou ao Dakar agora aos comandos de uma Nissan Navara e efectou uma excelente primeira especial, alcançando a 17ª posição, a cerca de 25 minutos de Sainz.

Desta forma o melhor português acabou por ser Filipe Palmeiro, que navega neste Dakar o piloto argentino Orlando Terranova, em BMW X3. A dupla alcançou um bom 7º lugar nesta especial de abertura.

Nota ainda para a estreia do MINI All4 Racing que acabou por não acontecer como a equipa X-Raid e Guerlain Chicherit desejavam. O novo carro da equipa acabou por ter problemas mecânicos e Guerlain Chicherit leva já um atraso de quase 1 hora.

Classificação da Etapa

Foto: DPPI

Elisabete Jacinto é líder incontestável


• Tem 16m30s de vantagem sobre o Tatra de Tomecek
• Apenas 5 carros estão à sua frente na classificação geral absoluta
• MAN TGS tem aguentado de forma excelente toda a dureza da prova

Teve lugar hoje, em Oued Cheibika, Marrocos, o dia de descanso do Africa Eco Race 2011, cuja 3ª edição arrancou no passado dia 27. Aos comandos de um MAN TGS, a portuguesa Elisabete Jacinto tem estado imparável na competição destinada aos camiões. Venceu duas etapas e tem agora uma vantagem de 16m30s sobre o piloto checo Tomaz Tomecek, que era à partida o grande favorito para esta corrida. Mas o que mais impressiona, na forma como a piloto do Team Oleoban/MAN Portugal está a abordar esta sua participação na grande maratona africana de todo o terreno, é o facto de apenas cinco carros (4 Buggy e um Bowler) estarem à sua frente depois de disputadas 4 etapas em pistas claramente favoráveis aos automóveis. Uma performance notável que tem sido muito elogiada por Jean Louis Schlesser.

“Hoje foi um dia calmo. Deu para descansar e carregar baterias. Estou muito satisfeita com a prestação da equipa. O Zé tem sido precioso na navegação, o nosso MAN TGS está soberbo e os nossos mecânicos foram espectaculares a resolver o único problema que tivémos” destaca a piloto portuguesa, que acrescenta. “Desportivamente ainda falta muito para a prova terminar e o Tomecek é fortíssimo nas dunas. Pela nossa parte estamos muito motivados para defender esta liderança”.

Para Jorge Gil, o responsável pelo Team Oleoban / MAN Portugal “a equipa está muito moralizada com os resultados alcançados. Foram etapas muito duras mas o MAN aguentou bem o esforço. Temos trabalhado bastante durante a noite, a rever toda a mecânica e fico muito feliz por perceber que todo o trabalho de evolução feito entre provas está a resultar”.

6ª etapa - GREID LAREICH / BOULANOUAR – 183,33 Km de Sector Selectivo e 714,74 km de Ligação

Amanhã é do dia mais longo da prova. A especial será curta mas segue-se uma longa ligação até à Mauritânea. O sector cronometrado divide-se em duas partes, a primeira arenosa com algumas pequenas transposições de dunas numa pista rolante e a segunda em caminhos que vão tendo cada vez mais pedra à medida que a etapa se aproxima do fim. Com muitas pistas paralelas a navegação volta a ser exigente e trabalhosa.

Classificação Geral após a 4ª etapa
Camião: 1º Elisabete Jacinto/José Marques (MAN), em 17h51m23s; 2º Tomas Tomecek/Vojtech Moravek (Tatra), a 16m30s; 3º Noel Essers/Mark Lauwers (MAN), a 2h59m05s.

Atraso na assistência obrigou Hélder Rodrigues a andamento moderado


PRESTAÇÃO CONDICIONADA NÃO AFECTA MORAL

Um atraso na equipa de assistência condicionou grandemente o primeiro dia de competição de Hélder Rodrigues no Rali Dakar Argentina-Chile 2011. Devido a este imprevisto o piloto não teve possibilidade de trocar de pneus antes da especial e optou por um andamento moderado que ainda assim lhe garantiu o 11º lugar.

O primeiro dia de competição do Rali Dakar Argentina-Chile começou de madrugada, com uma ligação de 566 quilómetros a servir de despertar. Cumprido este percurso a partir de Victoria, Hélder Rodrigues tinha previsto trocar os pneus da sua Yamaha WR 450 para enfrentar a especial de 192 quilómetros. No entanto, um atraso na equipa de assistência impediu que esta operação se realizasse – um facto que condicionou grandemente a sua prestação; “Tive que arrancar para a etapa com pneus já demasiado gastos e por isso moderei bastante o andamento, nunca passei dos 155 quilómetros por hora. Consegui gerir a situação da melhor forma poupando o material e por isso estou satisfeito com o 11º lugar que alcancei. É verdade que perdi cinco minutos, mas mantenho a moral em alta porque o Dakar só está ainda a começar e posso recuperar o atraso nas etapas mais longas que aí vêm”.
Rodrigues não viu assim dificuldades de maior nesta segunda etapa, recordando as provas portuguesas; “Era um percurso que já conhecia do ano passado sem navegação e que oscilava zonas rápidas e técnicas bem ao gosto dos pilotos portugueses, como aliás ficou provado com a excelente prestação do Ruben”.

Amanhã a caravana do Dakar encaminha-se para Norte, numa tirada de mais de 700 quilómetros que fará a ligação entre Córdoba e San Miguel de Tucuman. Tal como aconteceu até agora, as motos e automóveis cumprem percursos diferentes. Durante os cerca de 300 quilómetros da especial, haverá lugar para alguns momentos verdadeiramente espectaculares em plena floresta – com o declive do terreno a prometer saltos em velocidade.

Vitória a abrir o Dakar 2011


Começou finalmente o Dakar 2011. Depois dos dias de preparação em Buenos Aires e a partida simbólica na capital argentina no dia de ontem os mais de 400 pilotos presentes na edição 2011 do Dakar partiram hoje de manhã de Victoria rumo à primeira especial da prova. Inicialmente toda a caravana teve que cumprir uma longa ligação com mais de 560 quilómetros, semelhante em parte ao percurso realizado no dia de ontem, mas ás 10 horas da manhã locais foi finalmente dada ordem de partida aos concorrentes. A especial, com pouco mais de 190 quilómetros de extensão utilizou secções rápidas na sua fase inicial, bem ao gosto de Ruben Faria, que pôde assim aplicar toda a técnica da sua condução para destacar-se desde os primeiros quilómetros e atingir a primeira posição no final desta especial de abertura.
“Consegui imprimir um bom ritmo desde o início até ao final da especial. Era uma especial muito semelhante ao que estou habituado a encontrar em Portugal e estou muito contente por ter conseguido no final o melhor tempo. A especial adequava-se ao meu estilo de condução e senti-me muito confortável com a nova 450 e acabei por conseguir por me superiorizar a pilotos com estilos de condução muito diferentes. É um bom ponto de referência nesta fase inicial da prova e no final fiquei ainda mais satisfeito por saber que o Cyril conseguiu a segunda posição.”
Bastante à vontade neste tipo de especial o piloto de Olhão era já segundo na classificação à passagem pelo primeiro CP, atrás de Cyril Després, posição que manteve até ao CP6, a poucos quilómetros do final da especial, quando definitivamente assumiu a liderança para terminar o dia com 29 segundos de vantagem sobre o seu ‘chefe de fila’, o vencedor em 2010. Depois de vencer a derradeira especial do Dakar 2010, então aos comandos da KTM Rallye 690, Ruben Faria torna-se assim no primeiro piloto a oferecer uma vitória à nova KTM Rallye 450 no Dakar.
Amanhã Ruben Faria parte na frente para a segunda etapa, onde consta uma especial totalmente nova e com 324 quilómetros de extensão.

Classificação Geral (após a 1ª etapa)
1º Ruben Faria – KTM com 1h58m02s
2º Cyril Després – KTM a 00.29s
3º Marc Coma – KTM a 01m15s
4º Juan Pedrero – KTM a 02m13s
5º Paulo Gonçalves – BMW a 02m18s

Dia de Descanso do Team Oleoban/MAN Portugal no Africa Eco Race 2011