sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Portalegre promete


A última prova da Taça Internacional FIA de Bajas, bem como dos Campeonatos português e espanhol disputa-se, como já é habitual, em Portugal com a realização da mais carismática prova do Todo-o-Terreno nacional.

A Baja BP Ultimate Portalegre 500 deixa bons indicadores para ser mais um grande espectáculo, não só pela estreia do novo Mitsubishi Racing Lancer, que será conduzido por Stephane Peterhansel, como também por estarem ainda vários títulos por decidir. Portalegre 500 irá então consagrar os campeões do agrupamento T2, não só ao nível da Taça FIA de Bajas como também a nível nacional. Rui Sousa está na corrida ao título na Taça FIA de Bajas ao nível do agrupamento T2, ele que está na 2ª posição no campeonato, mas a apenas 1 ponto do líder, que é Majed Al-Ghamedi. O piloto da Isuzu, sendo um grande conhecedor dos terrenos portugueses, tem então todas as condições para vencer. Por cá é Nelson Clemente que está em melhor posição para ser o campeão já que tem 15 pontos de vantagem para o segundo classificado, Edgar Condenso.

Como foi já referido anteriormente, Portalegre serve também de cenário para a grande estreia do novo projecto da Mitsubishi, que se desloca a portugal com o Racing Lancer, o novo carro da marca com motor Diesel.
Também Miguel Barbosa estreará um novo carro, o BMW X3 preparado pela X-Raid que é em tudo semelhante ao do já campeão nacional, Filipe Campos. Antevê-se assim um grande duelo entre aqueles que discutiram o título nacional absoluto em 2008.
Boris Gadasin é outro grande nome que estará presente na Baja, o vencedor da Taça FIA de Bajas em 2007 vem a Portugal aos comandos da habitual Nissan Navara preparada pela Overdrive.
Miguel Farrajota, Ricardo Leal dos Santos, João Ramos e Pedro Grancha são nomes que também não poderão ser esquecidos e que podem fazer bons resultados frente aos grandes nomes internacionais.
Prevê-se assim mais um grande espectáculo organizado pelo Autmóvel Club de Portugal e que vai para a estrada a partir do próximo dia 31 de Outubro.

Aqui fica também o link á Lista dos Principais Inscritos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Entrevista a Nuno Matos


O “MaisTT” tem vindo a evoluir dia após
dia e estamos plenamente satisfeitos com o nosso trabalho e queremos agradecer a todos os que nos têm apoiado e ajudado. Já ultrapassámos as 1500 visitas e pensamos que estamos no bom caminho para fazer ainda mais e melhor.
Como já tínhamos referido quando este projecto se iniciou, o “MaisTT” “prometeu” começar com entrevistas a alguns pilotos e navegadores. Para isso quem melhor do que Nuno Matos, actual Bi-Campeão Nacional do agrupamento T8, para ser o nosso primeiro “convidado”!?

Nuno Matos é um piloto natural de
Portalegre que se estreou no Todo-o-Terreno em 2003 na Baja de Portalegre e que se tem vindo a destacar no campeonato. Na época passado tornou-se campeão Nacional de T8, feito que repetiu também este ano em Beja. O piloto conduz actualmente um Nissan Terrano II e é habitualmente acompanhado por Jaime Cortes.

O “Mais TT” decid
iu então ir “ao encontro” do piloto:

De onde vem a tua paixão pelo Todo-o-Terreno?
Dizer que sou de Portalegre praticamente responde a essa pergunta. Desde a primeira edição que acompanho a Baja Portalegre 500, na altura ainda criança, depois na adolescência aguardava com ansiedade o fim-de-semana da Baja, inclusivamente faltava às aulas na 6ª feira para ir de bicicleta ver o prólogo. Enfim, desde esses tempos que sonhava um dia poder também eu participar na prova. Existe em Portalegre e nos portalegrenses uma enorme paixão pelo TT, e eu, não fujo à regra.

Qual é o balanço que fazes da tua ca
rreira como piloto?
Comecei em 2003 e, até 2006 apenas disputava a Baja Portalegre. Consegui nesses anos um 17º à Geral vencendo a classe, depois um 1º e um 2º no T8.

Nestes dois últimos anos é que disputei todo o Campeonato e o balanço é o mais positivo possível: dois anos, dois títulos. Desejar mais é impossível.

Soubemos que começaste no “banco do lado d
ireito”. O que é que te fez “saltar” para o volante e qual a sensação?
Sim, é verdade. Entrei no TT na altura como co-piloto do meu irmão Pedro. Disputámos os 3 anos do Troféu Terrano II e, depois de extinto o troféu, apenas participávamos em 2 a 3 provas por ano. Em 2003, o meu irmão, por razões profissionais, não pode estar presente, e foi já bem e cima da hora que soube que ia ter a minha oportunidade. Infelizmente desisti nesse ano, mas o “bichinho” e o prazer de conduzir em competição ficou, desde aí que tudo tenho feito para poder continuar a correr.

Qual das provas no Todo-o-Terreno nacional te dá mais gozo fazer? Porquê?

Por razões óbvias, a Baja Portalegre 500. Em primeiro porque corro “em casa”, mas tenho certeza que esta é também a escolha de muitos outros pilotos. O “Portalegre” é a prova mais antiga, mais carismática, mais imprevisível, mais participada, mais bem organizada, com mais público e com as melhores e mais variadas pistas do Campeonato. Apenas trocaria o primeiro Sector Selectivo pelo Sector Selectivo de Mora do Rali Transibérico para a tornar absolutamente perfeita.

Este ano mudaste para um carro mais evoluído. Quais os aspectos positivos e negativos do novo carro?

Não é fácil encontrar aspectos negativos. A escolha deste Terrano II foi uma decisão muito difícil. No inicio da época vi e testei muitos outros carros, quase todos eles, mais rápidos e
nem por isso mais caros, mas decidi-me pelo Terrano II ex-João Cruz, desenvolvido pela MRacing, porque tinha dado enormes provas de fiabilidade e também porque praticamente todas as soluções técnicas são herdadas de carros do dia-a-dia da Nissan. Sabia que esta era a única forma de poder fazer uma época regular e com um custo relativamente baixo mas, ainda assim, desenvolvemos bastante o carro, principalmente ao nível das suspensões. Hoje tenho a certeza que fiz a melhor opção. Não é o mais rápido carro no T8, mas consegui cumprir o objectivo de vencer provas e ser campeão, com um orçamento que não foi, com toda a certeza, o mais alto de entre todos os que disputaram o campeonato T8 connosco este ano.

Quais os planos para 2009?

Estou já neste momento a trabalhar no projecto para 2009. Decidido que estou a não fazer mais uma época em T8, o objectivo passa por tentar subir mais um degrau e montar um projecto em T2. Estaremos dependentes da vontade dos nossos patrocinadores e dos
apoios que consigamos reunir. Uma época em T2 exige um orçamento muito mais elevado que em T8, mas espero e acredito que o bom trabalho que penso termos feito até aqui, nos trará a possibilidade de viabilizar mais esta etapa.

Qual é o teu carro de sonho no Todo-o-Terreno?
O meu carro de sonho é o carro com que gostava de poder correr no próximo ano: a Isuzu D-Max T2. Mesmo que pudesse, dificilmente escolheria outro carro, pois tenho ainda muito a aprender e ex
periência a ganhar na modalidade e não acho que se devam “queimar” etapas. Por isso, o sonho para já, é esse: poder disputar o campeonato T2 ao volante de uma D-Max.

O Todo-o-Terreno nacional atravessa uma crise. O que achas que está mal? O que mudarias?
A palavra crise é mu
ito usada, não só no TT mas em quase tudo no nosso país.
É verdade que estes não serão os anos de ouro do TT em Portugal, até porque a alteração da fiscalidade sobre os veículos todo-o-terreno trouxe dificuldades à modalidade. Ainda assim, é unânime que continuamos a ter o melhor cam
peonato do mundo. Os portugueses gostam de TT e as nossas provas continuam a “arrastar” muito público e, por isso, não alinho no discurso derrotista que tudo está mal e com tendência a piorar. O país e o mundo atravessam um período mais difícil do qual o TT, obviamente, não consegue escapar ileso, mas acredito que com o empenho de pilotos, clubes organizadores e FPAK continuaremos a melhorar o nosso campeonato e a envolver cada vez mais gente na nossa disciplina.


Queres agradecer a alguém em especial?

Sim, quero aproveitar esta oportunidade para agradecer a muitas pessoas, porque todas foram determinantes na obtenção deste título. Em primeiro lugar agradecer o a
poio que a minha família e amigos me dispensam, em particular ao meu irmão sem o qual todo este “sonho” jamais se teria tornado realidade. Ao Jaime, meu co-piloto, para além do amigo que sempre foi, é hoje também um elo determinante na obtenção dos nossos resultados. Uma palavra ainda para todos os que connosco disputaram este campeonato: sem a sua réplica, este título não teria o mesmo sabor. Agradeço também a carolice e amizade do João, do Jorge, do Manuel e do Orlando que são os quatro responsáveis mais directos pela “saúde” do nosso Terrano II, e também às pessoas que com maior ou menor visibilidade nos ajudaram ao longo da época - esses saberão que falo para eles. Por último, aos nossos patrocinadores, em especial à Cetelem, Interdoces, Lubripor e Fedima: obrigado pela confiança que depositaram em nós e no nosso projecto, e é por isso, e porque sem essa decisiva ajuda nada disto seria possível, que lhes dedico este título.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Em 2007 a 21ª edição da Baja 500 Portalegre foi assim...


No passado ano a Baja Anta da Serra 500/Portalegre, serviu de cenário para mais uma vitória de Miguel Barbosa desta feita o campeão nacional em título conduzia um BMW X5 preparado pela X-Raid.
Nas motas António Maio em Yamaha YZ 480F foi o vencedor, logo seguido de Mário Patrão.
Nos quads Vitor Santos venceu numa das 4 suzuki´s LTR 450 que ocuparam os 4 primeiros lugares na classificação geral dos quads.
Aqui para ver mais fotos da 21ªedição da Baja 500 Portalegre, capturadas por Manuel Cordeiro.

Fotos por: MaisTT/ Manuel Cordeiro

domingo, 12 de outubro de 2008

"Same Adventure - New Places"


É este o lema que a A.S.O. utiliza para caracterizar o próximo "Dakar" Argentina-Chile que vem substituir as habituais paisagens africanas. A A.S.O. anda a "todo o gás" na preparação da prova e disponibilizou alguns vídeos das extraordinárias paisagens Sul-Americanas. É verdade que as críticas e a curiosidade são muitas, mas as paisagens são realmente encantadoras e prevê-se assim um belíssimo rally com a mesma dureza de sempre. Depois da "desilusão" que foi a anulação do Lisboa-Dakar, a A.S.O. procura organizar uma prova totalmente inovadora mas manter o espírito do Dakar, por isso procuram "seduzir" todos dizendo que a aventura é a mesma em novos lugares. Fiquem com os vídeos dos reconhecimentos e deliciem-se com as fabulosas paisagens por onde o mais duro rally do Mundo vai passar.

Reconhecimentos:


Argentina/Chile:


Entrevistas:

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Buggie SEMOG na Baja Portalegre


Há vários meses a trabalhar neste projecto, a SEMOG conseguiu esta semana que o Buggie 1.100 cc ficasse devidamente homologado e aceita pela FNM para participar em provas desportivas nacionais.
A SEMOG coloca á disposição dos seu clientes mais uma possibilidade de utilização dos Buggies 1.100cc.
Depois possibilidade de utilização do Buggie SEMOG, na via publica no dia-a-dia, em lazer, em passeios todo o terreno, chega agora utilização em provas de competição em todo o terreno.
Após vários testes que tem sido efectuados ao longo dos últimos meses a SEMOG já tem uma versão base para participar em provas de todo-o-terreno.
A SEMOG tem em montagem vários Buggies para clientes que queiram adquirir para participar na 22ª Baja Portalegre 500, ao preço de 10.000,00 euros (IVA incluído).

Para mais informações:
info@semog.com
www.semog.com

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Racing Lancer já apresentado e inscrito


O novo Mitsubishi Racing Lancer, o sucessor de um dos mais vitoriosos automóveis na história do Todo-o-Terreno, o Pajero, já foi apresentado em Paris, no passado dia 2 de Outubro. Nesta apresentação estiveram presentes as 4 duplas que irão pilotar o racing lancer em 2009.

Para além de já estar apresentado o racing lancer tem já a sua estreia marcada, e curiosamente é em Portugal, local onde também o Pajero disse adeus a uma longa e vitoriosa história. Ainda assim o único piloto que o irá pilotar em Portalegre é Stéphane Peterhansel.

Condenso desclassificado, Clemente mais perto do Título


O Rali TT FAMO Castelo Branco poderia também ter arrumado as contas do campeonato T2 a favor de Edgar Condenso. O piloto da Isuzu que era até aqui líder do campeonato poderia ter sido campeão, mas a prova não lhe correu de feição sendo vítima de alguns problemas ao nível da transmissão que o fizeram perder muito tempo. Ainda assim o piloto tinha sido o 5º classificado na categoria T2, mas excesso de tempo no cumprimento do 1º Sector Selectivo deitaram por terra todos os esforços durante a prova. No campeonato é agora Nelson Clemete o líder, ele que foi também o vencedor em Castelo Branco. O piloto do Nissan Pathfinder tem agora uma vantagem de 15 pontos sobre Condenso e está assim a "um passo" do Título.
Fica tudo por decidir em Portalegre.

Nuno Matos foi 4º no T8


Quando liderava a prova entre os T8, problemas com a embraiagem e um furo, obrigaram o piloto a abdicar da luta pela vitória.

O Rali TT Famo que se disputou este fim-de-semana em Castelo Branco, começou bem para a dupla portalegrense, que conquistou o segundo lugar na longa e rapidíssima Super Especial de 6ª-Feira.

“Fiquei muito satisfeito com o resultado que alcançámos na Super Especial. Imprimimos um ritmo muito forte para tentar minimizar os prejuízos de um traçado que não era nada favorável ao nosso carro, por isso, o 17º lugar à geral e o 2º lugar entre os T8, foram um prémio que, apesar de não esperado, nos deixou ainda mais confiantes para Sábado” disse o piloto.

Sábado, apostado em atacar desde início, o piloto portalegrense cedo conseguiu a liderança entre os T8. Conquistando uma vantagem de mais de 1 minuto para o segundo classificado logo ao quilómetro 44, mas pouco depois a embraiagem traiu as aspirações da Cetelem Interdoces Team que acabou por terminar o 1º SS em 6º entre os T8.

“Depois da conquista do Campeonato, a táctica só podia ser atacar e divertirmo-nos. Foi isso que fizemos, mas infelizmente, quando já liderávamos com uma boa vantagem conquistada em poucos quilómetros, o pedal da embraiagem ficou no fundo, impedindo-nos praticamente de fazer mudanças de caixa. Fiz muitos quilómetros em 3ª o que nos fez perder muito tempo, e para piorar acabámos por furar numa zona de mau piso onde entrei depressa de mais para não deixar “morrer” o motor” afirmou o piloto.

Parcialmente resolvido o problema na assistência, a segunda passagem pelo sector selectivo apenas permitiu minimizar os estragos em termos de classificação, recuperando até ao 4º nos T8 no final da prova.

“Os objectivos que tínhamos já estavam comprometidos, mas continuámos num bom ritmo de tarde, poupámos ao máximo a embraiagem que ainda assim voltou a ceder no final, mas divertimo-nos muito e ficámos com a certeza que não fossem os problemas da manhã teríamos ganho. Ganhei este ano o Rali TT Serras do Norte graças a um problema do Fernando Rito, desta vez foi ao contrário, mas as corridas são mesmo assim, parabéns para ele e para o Jorge Coutinho que conquistou já o segundo lugar final no Campeonato T8” disse Nuno Matos.

O Campeonato termina como habitualmente com a grande “festa” do TT Nacional em Portalegre, a realização da 22ª Baja ACP Portalegre 500, que se disputa entre 30 de Outubro a 02 de Novembro.