sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Final inglório em Portalegre impede João Ramos e Vitor Jesus de vencerem o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno

João Ramos e Victor Jesus, aos comandos da Toyota Hilux, mantiveram um ritmo forte durante a Baja Portalegre 500, mas um problema eletrónico, de direção assistida e por fim um furo a 7km do final impediu a dupla de vencerem o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, sagrando-se Vice-Campeões.

 Na última prova do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno 2016, João Ramos e Victor Jesus atacaram desde início, chegando a alcançar mesmo a terceira posição da geral, assim como controlando a margem face ao adversário capaz de discutir a vitória no campeonato – Nuno Matos. 

Na última classificativa de 210km, João Ramos manteve o ritmo rápido e chegou a liderar a mesma, aumentando a vantagem para o seu adversário.

Contudo, a proximidade do Km 80 do último sector seletivo foi decisiva para as contas do campeonato explica João Ramos: “O motor deixou de responder com potência, onde por várias vezes tive que desligar o motor para fazer “reset” à falha eletrónica, e foi com este problema que perdemos toda a vantagem que tínhamos acumulado e que bastava para alcançar o nosso objetivo. A partir de determinada altura esta questão deixou de acusar, inexplicavelmente, e começamos a recuperar um pouco mas não o suficiente, pois quando faltavam 60Km para acabar ficamos sem direção assistida e por último um furo a 7Km do final.”

 Após análise técnica, a equipa confirma que a questão eletrónica se deveu a entrada de água nas fichas de alguns sensores. A questão da direção assistida deveu-se à avaria da própria bomba que também condicionou o macaco hidráulico.

 O piloto de Gaia fez ainda o balanço da temporada 2016, “Para a Team Caetano Racing e para os Patrocinadores foi uma época muito positiva, onde em todo o campeonato fomos uma equipa que não desistiu em nenhuma prova, tendo até chegar a Portalegre, marcado presença no pódio em toda a época. Agora iremos centrar atenções na Baja de Cuenca, prova que pertence e finaliza a Taça Ibérica de Todo-o-Terreno onde no momento lideramos e temos como objetivo vencer. Conclui João Ramos.

A festa de Beto Borrego

- Piloto de Ponte de Sor regressa aos títulos três anos depois 

- Rodrigo Pagaime venceu na Promoção e Ramon Montoya entre os Veteranos 

A Baja Portalegre 500 encerrou a temporada do Nacional de TT e as famosas pistas alentejanas ditaram uma vitória de Beto Borrego com o piloto de Ponte de Sor a festejar o regresso aos títulos que lhe tinham escapado nos últimos dois anos. Antes da prova arrancar apenas dois pilotos poderiam aspirar ao título máximo sendo que Arnaldo Martins, líder do campeonato, apenas necessitava chegar ao fim entre os oito primeiros e era preciso que Beto Borrego ganhasse a corrida.

 O piloto da Yamaha dominou de forma clara no prólogo para ser depois batido no troço de 84 quilómetros pelo piloto local Vitor Caeiro que assumia vir lutar pela vitória na corrida. Beto Borrego terminou o dia a 15s do líder da prova. Já com uma desvantagem de 51s para o segundo classificado colocou Marco Cardoso mais uma Yamaha escassos 11s à frente da Suzuki de Arnaldo Martins o líder do campeonato. As restantes seis posições para completar o Top 10 desta primeira etapa foram maioritariamente ocupadas por pilotos que não disputam o CNTT mas que tradicionalmente se apresentam em Portalegre ou quiseram de uma forma muito particular estar presentes nesta 30ª edição da prova lançada em 1987 por José Megre e Pedro Villas Boas. O 5º classificado foi o beirão David Jacinto seguido do veterano famalicense António Moreira ambos em Yamaha que ficou à frente da KTM pilotada pelo alentejano António Varela. 42s trás deste piloto de Ponte de Sôr ficou Rodrigo Pagaime piloto da Yamaha que, em ano de estreia no campeonato, se apresentava na luta pela 3ª posição absoluta. Tal como Borrego e Varela, também ele piloto de Ponte de Sor, António Veigas terminou o dia na 9ª posição à frente do ribatejano Daniel Perdigão em KTM.

 No segundo dia de Baja Portalegre 500 os concorrentes tinham pela frente um único troço cronometrado, com quase 350 quilómetros de extensão. Aos comandos de uma Suzuki, com que este ano regressou ás competições Arnaldo Martins, piloto de Cabeceiras de Basto e líder do campeonato viria, todavia, a sofrer uma queda à passagem por Ponte de Sor, da qual e ao contrário do que aconteceram com António Maio na competição Moto, não viria, todavia, a recuperar a ponto de terminar a corrida.

 Beto Borrego conseguiu desta forma reaver um título que lhe escapara nos dois últimos anos apesar de ser o piloto mais ganhador em corridas como o próprio referiu após mais uma vitória em Portalegre. A 15 minutos de Borrego terminou o jovem Rodrigo Pagaime que com este excelente resultado não só venceu também a classe Promoção como terminou o ano na 3ª posição absoluta. Na 3ª posição ficou o piloto de Portalegre Vitor Caeiro. Nas posições seguintes mais dois pilotos alentejanos com António Veigas a completar o quarteto de Quads Yamaha que encabeçaram a classificação final desta corrida. Vencedor da corrida em 2014 André Carita terminou na 5ª posição depois de uma jornada muito sofrida. Bruno Matias tinha intenção de estrear em Portalegre o novíssimo CanAm Maverick X3, mas como tal não foi possível regressou aos Quad e levou a sua Honda até ao 6º lugar à frente do ribatejano Daniel Perdigão em KTM. Fábio Ferreira regressou às competições depois do violento acidente sofrido em Idanha-a-Nova e o 8ºlugar em Portalegre permitiu-lhe ascender ao 5º lugar absoluto no Campeonato a escassos dois pontos da 4ª posição. A fechar o Top 10 terminaram mais dois pilotos que este ano apenas competiram na Baja Portalegre: Diogo Nunes em Yamaha e Pedro Canhoto numa Suzuki. Entre os veteranos triunfou o espanhol Ramon Montoya.

 Classificação Final do CNTT (após sete jornadas)

1º Beto Borrego, 100; 2º Arnaldo Martins, 99; 3º Rodrigo Pagaime, 77; 4º Nuno Gonçalves, 61; 5º Fábio Ferreira, 59; 6º António Moreira, 47.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A magia da competição UTV

Marco Silva vence na estreia, com Peterhansel na festa do “Portalegre” 

Paulo Delgado vence entre os Veteranos, Pedro Agostinho na Promoção e Dorothee entre as Senhoras 

 João Dias/João Filipe (Absoluto, Navegadores e Troféu Polaris); Jorge Esperto (Troféu CanAm); João Martins (Desafio ACE); Rui Serpa (Veteranos); Pedro Agostinho (Promoção) e Rita Oliveira (Senhoras) são os campeões 2017

 A Baja Portalegre 500 encerrou a temporada do Nacional de TT e as famosas pistas alentejanas ditaram magia entre os UTV com o estreante Marco Silva a impor-se numa corrida recheada de pilotos de primeiro plano e com máquinas extremamente competitivas. Festa de arromba em Portalegre que na 5º feira começou a ser inundada de pilotos e equipas para um ano muito especial de uma prova mítica onde, para além dos participantes habituais que ao longo do ano disputaram as outras seis etapas do CNTT, foram vários os que se estrearam e apresentaram nesta corrida.

 A competição UTV Buggy foi, como era espectável, muita animada e movimentada. Para além do número recorde de 60 participantes a Baja Portalegre 500 contou com uma presença muito especial que dava pelo nome de Stephane Peterhansel. Antes da corrida o piloto francês já tinha explicado que estava preparado para não ser o mais rápido, à semelhança do que já acontecera nos tempos áureos da sua carreira nas motos. Numa jornada em que se estreou o novíssimo Yamaha YXZ 1000 R e onde a CanAm mostrou pela primeira vez o lindíssimo Maverick X3, os UTV mostram que a temporada de 2017 promete ser fantástica.

  Nuno Tavares brilha no prólogo e Miguel Jordão vence a 1ª etapa

Surpresa ou talvez não foi a forma com o campeão 2013 Nuno Tavares dominou o prólogo deixando o segundo classificado a mais de 4s. Os pilotos Polaris mostraram os seus argumentos num traçado técnico e que serpenteava por entre o arvoredo. Cinco Polaris Turbo preencheram as seis primeiras posições. Atrás de Nuno Tavares ficaram Miguel Jordão e Pedro Mendes. Apenas Bruno Martins se intrometeu, realizando o quarto tempo ele que, depois da vitória alcançada aos comandos de um Rage na Ferraria, se apresentou em Portalegre num Yamaha. Jorge Esperto em 9º foi o melhor entre os CanAm Maverick, marca que mais uma vez não pode contar com o seu ponta de lança Vitor Santos, ainda lesionado. Stephane Peterhansel fechou o Top 10 num prólogo onde o campeão nacional João Dias não foi além da 12ª posição.

Se o domínio dos Polaris no prólogo foi evidente, uma zona com 15 quilómetros a fundo no troço da tarde deixou à mostra que onde está a grande fragilidade das máquinas americanas com Nuno Tavares, Pedro Mendes, Rui Serpa a serem forçados a parar para mudarem a correia do variador. De fora ficava também João Dias e o panorama da tabela classificativa alterava-se radicalmente. Mesmo assim era ainda um Polaris que estava na liderança e o jovem vice-campeão Miguel Jordão ocupava o 1º lugar

Nas oito primeiras posições, terminada a primeira etapa, apenas mais um concorrente não pilotava um Yamaha. Atrás de Miguel Jordão posicionavam-se sucessivamente Ricardo Carvalho a 15 segundos; Stephane Petrehansel com a sua mulher Andrea Mayer por várias vezes vencedora do Dakar em Moto a 38s e a dupla Marco e João Silva, filho e pai, estreantes e antigos praticantes de Quad que gastaram mais 2,4s que o piloto francês, tendo atrás de si Bruno Martins a 4s. Apenas atrás de Bruno Martins surgia, na 6º posição, um segundo Polaris o que era pilotado por Pedro Carvalho um dos ainda poucos pilotos vindos dos TT Auto para esta nova e extremamente competitiva disciplina. 7º lugar para o novo Yamaha o único a fazer a sua estreia em Portalegre com Mário Franco aos comandos. Na posição seguinte o cada vez mais competitivo António Ferreira enquanto o primeiro CanAm Maverick surge na 9º posição pilotado por Avelino Luís. Mário Ferreira em Polaris fechava o Top 10 com uma diferença de apenas 2m30s para o líder da prova.

  Vitória surpreendente de Marco Silva numa etapa em que o mais rápido foi Pedro Mendes 

Dupla Stephane Peterhansel/Andrea Mayer no pódio 

No segundo dia de Baja Portalegre 500 e depois das incidências na etapa inaugural os concorrentes tinham pela frente um único troço cronometrado com quase 350 quilómetros de extensão pelo que os prognósticos eram muito reservados. Se Portugal fosse como em Inglaterra, um país de apostas, seguramente que havia quem tivesse feito bom dinheiro. Apesar do 4º lugar que ocupavam à partida desta segunda etapa, quem apostaria numa dupla desconhecida e estreante para uma corrida desta envergadura? Por tudo isto a vitória com 10 minutos de vantagem obtida por Marco e João Silva é seguramente ainda mais saborosa. Pedro Santinho Mendes foi o mais rápido nesta 2ª etapa, mas para chegar ao segundo lugar final teve muito de penar já que foi apenas o 30º a partir para o troço. Atrás do Pedro Mendes que se sagrou vice-campeão 2016, terminou o Senhor Dakar. Um furo logo no início da corrida forçou-o tal com já estava a acontecer com muitos dos candidatos à vitória a sofrer no pó, mas nunca baixou os braços, como é próprio de um campeão. Também o quarto lugar e a vitória entre os Veteranos por parte de Paulo Delgado foi uma surpresa, mas a regularidade em Portalegre rende e dá dividendos.

 Antes de passarmos para o balanço do restante top 10 final faz sentido olhar um pouco para o desenvolvimento da corrida porque as mexidas foram muitas. Se Nuno Tavares começou por ser o mais rápido no início da etapa, até ao km 150 foi Miguel Jordão quem liderou a corrida e se manteve na luta pela vitória até ao km 230, numa altura em que Marco Silva já passara para a frente da prova. Por essa altura a 2º posição pertencia a outro Polaris, o de Pedro Carvalho. Ao km 255, ainda com Pedro Carvalho na 2ª posição, Pedro Mendes afirmava-se o mais rápido em prova e ascendia ao 4º lugar. De salientar que o CanAm Maverick de Avelino Luis rolava então na 3ª posição enquanto, imprimindo um excelente ritmo, a 6ª mais rápida da corrida era Rita Oliveira que, depois do atraso no primeiro dia, mantinha em aberto a luta pela vitória na taça das Senhoras num animado duelo com Dorothee Ferreira.

 Com o passar dos quilómetros alguns foram quebrando e outros mostrando a sua fibra de campeão. Já sem nada para ganhar o campeão João Dias partiu para a etapa na derradeira posição e foi o 3º mais rápido do dia. Passou 29 concorrentes até à primeira ZA. Na 5ª posição final ficou António Ferreira a fazer uma notável ponta final de temporada desde que passou a pilotar um Yamaha. Nas posições seguintes terminaram três Polaris pilotados por Carlos Miranda (6º), Teo Viñaras (8º) e Pedro Agostinho (7º) com este último a vencer na Promoção, resultado que lhe deu o título nesta Classe. O 9º lugar absoluto, a apenas 15’ do seu compatriota Peterhansel e a 13’ do seu marido António, deu a vitória entre as Senhoras a Dorothee Ferreira. A fechar o Top 10 terminou Rui Serpa que, neste seu regresso às competições, se sagrou campeão entre os Veteranos.

 Se a vitória no Troféu Polaris premiou a excelente prestação de Pedro Mendes, já o triunfo de Avelino Luís entre os CanAm teve um sabor menos doce já que o piloto estava a lutar pela vitória na corrida quando teve um percalço. Não é por isso de admirar que a grande festa, por parte de pilotos do UTV do construtor canadiano, tenha sido feita por Jorge Esperto vencedor final do respetivo troféu. Entre os pequenos Polaris ACE que competiram juntamente com os Hobby a vitória foi para João Rebelo Martins que já era à partida da Baja Portalegre 500 o campeão 2016 e que se superiorizou a Alexandre Freitas agora vice-campeão.

 Destaque final para a estreia bem-sucedida de mais uma senhora Tânia Diogo (CanAm Maverick), que por sinal terminou à frente do marido Mário Franco a estrear o novíssimo Yamaha YXZ 1000 R e ainda para o esforço titânico feito por Bruno Martins para levar até ao fim um Yamaha em apenas 3 rodas.

 Classificação Final do CNTT (após sete jornadas)

Absoluto: 1º João Dias, 105; 2º Pedro Mendes, 92; 3º Ricardo Carvalho, 62; 4º Carlos Miranda, 60; 5º Rui Serpa, 57; 6º Bruno Martins, 52; 7º Miguel Jordão, 50; 8º Roberto Viñaras, 35; 9º Teo Viñaras, 33; 10º António Ferreira, 32.

Navegadores: 1º João Filipe, 117; 2º Eurico Adão, 74; 3º Luís Engeitado, 69; 4º Filipe Pinto, 60; 5º Paulo Gregório, 54.

Promoção: 1º Pedro Agostinho, 90; 2º Nuno Nunes, 84; 3º Pedro Carvalho, 60. Veteranos: 1º Rui Serpa, 102; 2º Carlos Miranda, 98; 3º Mário Ferreira, 67

Senhoras: 1ª Rita Oliveira, 120; 2º Dorothee Ferreira, 54; 3º Alexandra Ferreira, 49; 4º Tânia Diogo, 15.

Troféu Polaris: 1º João Dias, 115; 2º Pedro Mendes 106; 3º Carlos Miranda, 84; 4º Rui Serpa 83; 5º Rita Oliveira, 56; 6º Mário Ferreira e Pedro Agostinho, 49; 7º Nuno Nunes, 48; 8º Paulo Delgado, 46; 9º Luís Caseiro, 44; 10º João Fernandes, 39.

Troféu CanAm: 1º Jorge Esperto, 97; 2º Avelino Luís, 77; 3º Emanuel Vieira, 69; 4º Nuno Matias, 55; 5º Vítor Santos, 52.

Desafio Polaris ACE: 1º João Rebelo Martins, 94 pontos; 2º Alexandre Freitas, 77; 3º Marcelo Pinto, 45.

António Maio renovou o título e Luís Oliveira repetiu a vitória

Salvador Vargas é o novo Campeão Nacional TT3 

Em festa, como era de esperar na celebração de uma 30ª edição o Alto Alentejo assistiu durante três dias a uma fantástica competição todo-o-terreno que juntou seis centenas de pilotos. A Baja Portalegre 500 encerrou a temporada do Nacional de TT e as famosas pistas alentejanas ditaram vencedores e campeões. Festa de arromba em Portalegre que na 5º feira começou a ser inundada de pilotos e equipas para um ano muito especial de uma prova mítica. Para além dos participantes habituais que ao longo do ano disputaram as outras seis etapas do CNTT muito foram os que vieram apenas ao “Portalegre” e entre um muito especial: André Villas Boas.

Maio vence 1ª etapa

Desportivamente o primeiro dia de baja Portalegre 500 compreendeu o tradicional prólogo e um troço de 84 quilómetros com partida de Ponte de Sor e chegada a Portalegre. Confirmando a superioridade que tem evidenciado este ano António Maio em Yamaha impôs-se aos seus diretos adversários apesar de não ter sido o mais rápido no prólogo. Na segunda posição terminou Luís Oliveira esta etapa inicial ele que tinha sido o mais rápido no prólogo. Iria partir para a segunda etapa com uma desvantagem de 26s para António Maio. Na terceira posição terminou o jovem companheiro de equipa de Maio, Sebastian Buhler que arrancou para esta corrida na liderança do campeonato. Quarta posição para o jovem piloto que se apresentou aos comandos desta Sherco. O piloto de Enduro João Lourenço que fora terceiro na Ferraria confirmava assim a sua férrea vontade de lutar pelas primeiras posições. O mais rápido de entre as TT3 – os quatro primeiros eram todos TT2 – foi Gustavo Gaudêncio em Honda que consegui terminar mais de um minuto à frente do seu direto adversário. Tal como Luís Oliveira e João Lourenço, também ele um outsider do CNTT João Vivas apresentou-se a competir pela KTM marca que neste ano se viu privada de Mário Patrão por lesão. Terminou o 1º dia na 6ª posição. Surpresa ou talvez não para o 7º lugar do piloto local Guilherme Caldeira em Yamaha o mais rápido da promoção que terminou a 1ª etapa diante de Salvador Vargas da KTM que em Portalegre disputava o titulo TT3 com Gustavo Gaudêncio. A encerrar o Top 10 deste primeiro dia de Baja Portalegre 500 mais dois pilotos Yamaha: Hélder Rodrigues com a sua moto de Dakar e o transmontano de Mirandela António Pereira 2º do Campeonato TT2.

  Maio cai, mas sagra-se campeão e Luís Oliveira domina 2ª etapa

No segundo dia de Baja Portalegre 500 os concorrentes tinham pela frente um único troço cronometrado, com quase 350 quilómetros de extensão. A partida foi dada da vila do Crato que preparou um cenário fantástico para este segundo arranque da competição. Os primeiros a partir foram os concorrentes da Classe Hobby.

Para os concorrentes do CNTT a prova começou com Maio a cair logo aos 10 quilómetros de corrida iniciando um longo calvário que todavia o levaria até à meta e ao tão ambicionado título. O início da prova marcaria também a disputa pelo título TT3 com Salvador Vargas a sofrer uma queda, mas a superar as dores até final enquanto que problemas na moto de Gustavo Gaudêncio viriam a estar na origem da desclassificação do campeão TT1 de 2015.

 Entretanto na frente da corrida Luís Oliveira caminhava a passos largos para repetir o triunfo alcançado no ano passado que junta ao vice-campeonatos conquistados em Enduro e Motocross. A fechar uma época fantástica Sebstian Buhler somou o seu sétimo pódio absoluto esta temporada se bem que desta vez com uma 450 TT2 para onde irá transitar no próximo ano onde irá também preparar uma eventual participação no Dakar 2018. Numa temporada onde as primeiras posições foram sempre repartidas entre motos da Yamaha, KTM e Honda o algarvio João Lourenço levou a sua Sherco TT2 ao pódio depois de o ter conseguido também na Ferraria então com uma TT1. Com os candidatos ao título a terem muitos problemas João Vivas conseguiu fazer uma bela corrida e levar a sua KTM à vitória. Em treino para o Dakar e utilizando uma moto idêntica à que vai levar para a longa maratona sul-americana Helder Rodrigues mostrou estar em forma e terminou na 5ª posição. 

Mas seria a chegada à meta do 6º classificado que proporcionaria os maiores aplausos na Herdade das Coutadas. Autor de uma corrida muito regular terminou na 6ª posição o experiente Daniel Jordão segundo da classe TT3 com uma KTM. Com apenas mais 39s terminou o vencedor da Classe Promoção Guilherme Caldeira, um piloto da casa a quem muito António Maio argadeu pela ajuda que lhe prestou quando estava com problemas na sua moto. Para Luís Portela de Morais a primeira experiencia competitiva com a moto que vai levar ao Dakar foi extremamente positiva e o campeão nacional de Rubgy terminou no 9º lugar. Com apenas 16 anos e a cumprir o seu primeiro Portalegre Martim Ventura venceu entre os concorrentes da classe TT1 e fechou o Top 10. Tal como Maio muito dorido terminou Salvador Vargas que na altura ainda estava longe de saber que se iria sagrar campeão.

 Foram ainda vencedores o jornalista Tomás Salgado que triunfou entre os veteranos levando a sua Husqvarna ao 20º lugar. Entre as Senhoras Flávia Rola somou a sétima vitória e tanto ela como Catarina Sampaio estiveram à chegada de todas as provas. Entre os muitos pilotos que se inscreveram na Classe Hobby para esta prova e que que no segundo dia apenas cumpriram 212 quilómetros o mais rápido foi Armindo Neves nesta Honda XR 400 que gastou menos 2m16 que o segundo classificado Francisco Fonseca nesta Yamaha.

 Classificação Final do CNTT (após sete jornadas)

Absoluto: 1º António Maio, 110; 2º Sebastian Buhler, 105; 3º Gustavo Gaudêncio, 71; 4º António Pereira, 70; 5º Salvador Vargas, 61; 6º Sandro Carolino, 36

TT1: 1º Sebastian Buhler, 120; 2º Tiago Santos, 65; 3º David Ferreira, 63.

TT2: 1º António Maio, 112; 2º António Pereira, 99; 3º Sandro Carolino, 66.

TT3: 1º Salvador Vargas, 101; 2º Gustavo Gaudêncio, 97; 3º Rui Costa, 41.

Promoção: classificação ainda não publicada pela FMP

Veteranos: 1º Sandro Carolino, 114; 2º David Ferreira, 67; 3º Flávia Rolo, 62.

Senhoras: 1ª Flávia Rolo, 120; 2º Catarina Sampaio, 102.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Prolama em grande nível

• 4 carros à partida e 4 carros à chegada 

• Edgar Condenso 7º entre os portugueses 

• Rui Sousa 11º da Taça Ibérica 

• Georgino Pedroso, venceu a Taça Nacional TT 

• Anders Sevesson, termina primeira prova da Taça do Mundo

 A Prolama Competição assinalou as 30 edições da Baja de Portalegre com QUATRO carros à partida, que depois de mais de 500 quilometros de corrida conseguiram todos regressar ao pódio final.

A juntar a esta brilhante prestação, conseguiram ainda a vitória na Taça Nacional de Todo o Terreno, com Georgino Pedroso / Vasco Teixeira; e duas presenças entre os mais rápidos. Edgar Condenso / Nuno Silva levaram o BMW X1 proto ao 7º posto entre os portugueses e Rui Sousa / Carlos Silva com a Isuzu D-Max a terminarem em 11º entre os participantes na Taça Ibérica de TT. Anders Sevesson, com a D-Max terminou na estreia em Portalegre, subindo ao palanque final no 8º posto da categoria T2

 Rui Sousa / Carlos Silva, com a Isuzu D-Max Proto /Cepsa, sentiram algumas dificuldades com a direcção assistida e ficaram assim limitados, mas com é seu timbre a determinação de Rui Sousa foi compensada com a manutenção do 2º lugar na Taça Ibérica de TT, o principal objectivo da Equipa “…foi uma corrida muito desgastante. Após o primeiro sector selectivo percebemos que algo não estava bem com a direcção e pouco depois sentimos que a mesma deixou de funcionar. Penalizamos para conseguir a troca da bomba, mas os sintomas continuaram, e agora temos de diagnosticar o que se passou. O resultado acaba por ser bom, considerando que pilotamos quase toda a prova sem direcção assistida. Contudo os pontos somados continuam a alimentar o sonho do Titulo Ibérico …” concluiu Rui Sousa.

 O Team Consilcar de Edgar Condenso / Nuno Silva, esteve em grande plano rodando sempre entre os mais rápidos, sendo apenas travados pela falta de agua para limpeza do para-brisas; “…foi uma participação em grande nesta passagem das 30 edições de Portalegre. Divertimo-nos muito, e no ultimo sector andamos verdadeiramente depressa, tendo apenas a registar algum atraso com problemas de visibilidade durante a manhã de Sábado. Mas foi um bom final de temporada…”, concluiu Edgar Condenso.

 O grande destaque da Equipa Prolama estava destinado aos vencedores da Taça Nacional TT, Georgino Pedroso / Vasco Teixeira, que dominaram de forma clara a competição nacional aos comandos do Terrano II V6; “…para uma estreia em Portalegre este resultado é a concretização de dois sonhos. O primeiro a participação nesta grande prova da Taça do Mundo, e o segundo a vitória, algo que não estaria nos nossos horizontes, embora consciente que o carro tem potencial para vencer. O nosso papel, meu e do Vasco era não falhar, e como tal não aconteceu conseguimos mais uma vitória na Taça, o que nos abre boas perspectivas para o próximo ano…” concluiu Georgino Pedroso

 Por fim, Anders Sevesson e Daunghon Sorrasit, levam de Portugal o sabor de pela primeira vez terminarem uma prova da Taça do Mundo “…foi incrível participar nesta grande corrida, com um ambiente a lembrar as grandes etapas do Dakar. Fomos recebidos de uma forma muito calorosa pelo numeroso público, e ficamos espantados com a cerimónia de partida. A corrida foi muito dura para nós, mas com a preciosa ajuda e profissionalismo da Equipa Prolama, conseguimos terminar a nossa primeira baja. Adoramos e queremos voltar, a agradecemos a todos o carinho que nos dedicaram .…”, declarou Anders Sevesson.

João Martins vence Desafio Polaris ACE em Portalegre

Pequenos Polaris ACE superaram com distinção dureza da prova 

João Rebelo Martins foi o grande vencedor da quinta e derradeira jornada do Desafio Polaris ACE que teve lugar em Portalegre no ano em que se festejou a 30ª edição da mais importante competição nacional de todo-o-terreno. O vencedor da jornada alentejana pontuável para o a competição monomarca, que utiliza o ACE 570, o UTV de menor cilindrada que é produzido pelo construtor americano Polaris foi o mais rápido na etapa inaugural à frente do algarvio Alexandre Freitas, a quem ganhou 9m29s no somatório do prólogo com o tempo do setor de 84 km disputado na 6ª feira. 

Organizada pelo Automóvel Clube de Portugal a Baja Portalegre 500 colocou no dia seguinte aos pilotos do Desafio Polaris ACE 570 o desafio de cumprirem um troço cronometrado com 212 quilómetros de extensão onde João Rebelo Martins se voltou de novo a superiorizar a Alexandre Freitas.

 Numa corrida que ultrapassou as cinco horas de pilotagem os dois pilotos finalistas desta 2ª edição do Desafio Polaris ACE terminaram separados por 21m46s. Classificação Final Desafio Polaris ACE 1º João Rebelo Martins, 94 pontos; 2º Alexandre Freitas, 77; 3º Marcelo Pinto, 45.

Pedro Santinho Mendes vence em Portalegre

Pilotos Polaris vencem tudo no CNTT: Campeões Absoluto, Navegadores, Senhoras, Veteranos e Promoção 

A sétima e derradeira jornada deste ano de estreia do Troféu Polaris RZR teve lugar em Portalegre no ano em que se festejou a 30ª edição da mais importante competição nacional de todo-o-terreno. Organizada pelo Automóvel Clube de Portugal a Baja Portalegre 500 teve em Pedro Mendes um merecido vencedor. O piloto de Évora, que fora 3º no prólogo, terminou a 1ª etapa apenas na 30ª posição da classificação geral. No dia seguinte foi o mais rápido nos 346 quilómetros de setor seletivo, tendo sido forçado a ultrapassar quase todos os concorrentes que partiram à sua frente, incluindo Stephane Peterhansel. Um resultado que lhe permitiu confirmar a 2ª posição no Troféu Polaris RZR.

 No segundo lugar desta jornada alentejana colocou Paulo Delgado o seu Polaris RZR Turbo, piloto que triunfou à geral entre os Veteranos. O derradeiro lugar de pódio foi para o também veterano Carlos Miranda que com este resultado ascendeu ao 3º lugar final desta 1ª edição do Troféu Polaris, por troca com o ex-campeão nacional Rui Serpa.

 A dupla João Dias/João Filipe que já anteriormente se sagrara vencedora teve desta vez uma prova muito sofrida. Falhando a primeira etapa partiram na cauda de mais de cinquenta viaturas para o 2º dia de prova e mesmo assim foram os terceiros mais rápidos da derradeira etapa. À 4ª posição alcançada por Pedro Agostinho correspondeu também a vitória e o título na Classe Promoção. Um título que se veio juntar ao de Veteranos conquistado por Carlos Miranda, Senhoras alcançado por Rita Oliveira e ao Absoluto e de navegadores da dupla João Dias/João Filipe o que permitiu aos pilotos do Troféu Polaris conquistarem todos os títulos em jogo na temporada de 2016.

 De salientar que os cinco primeiros classificados do Troféu Polaris RZR terminaram todas as corridas em que participaram o que evidencia a excelente viabilidade das suas máquinas.

 Classificação Final Troféu Polaris RZR 1º João Dias, 115; 2º Pedro Mendes 106; 3º Carlos Miranda, 84; 4º Rui Serpa 83; 5º Rita Oliveira, 56; 6º Mário Ferreira e Pedro Agostinho, 49; 7º Nuno Nunes, 48 8º Paulo Delgado, 46; 9º Luís Caseiro, 44; 10º João Fernandes, 39.

António Maio renova título em Portalegre

Sebastian Buhler sobe ao pódio e é vice-campeão 

Com a renovação do título por parte de António Maio e com mais uma subida ao pódio por parte de Sebastian Buhler a equipa Yamaha Racing disputou este fim-de-semana a derradeira jornada do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno a mítica Baja Portalegre 500 competição que este ano celebrou a sua 30ª edição. António Maio que, no ano passado, aqui se tinha sagrado pela primeira vez campeão nacional, reeditou o feito, enquanto Sebastian Bühler, que já antecipadamente setinha sagrado campeão TT1 voltou a terminar no pódio assegurando o vice-campeonato para a equipa. 

Apesar da extrema felicidade da renovação do título foi um António Maio ferido e à beira da exaustão que terminou a Baja de Portalegre. “Num momento estamos com tudo controlado e no segundo a seguir já está tudo perdido e temos de lutar com todas as forças pela vitória. Foi terrível. Passei a prova toda com dores, a mota também teve problemas: parar, falhar. Esta foi a prova da minha vida, a prova que mais me custou superar até hoje. Quero agradecer á minha equipa todo o apoio bem como aos meus patrocinadores e dizer-lhes que não foi só por mim, mas essencialmente por eles, que fiz este esforço, porque eles merecem. Quero também agradecer ao Guilherme Caldeira que, quando estava com problemas na minha moto depois da queda, parou para me ajudar” salientou António Maio visivelmente emocionado no final de uma corrida onde sofreu uma queda logo nos primeiros quilómetros”.

 Com pódios alcançados em todas as corridas e uma vitória na única prova que Maio não venceu, o jovem Sebastian Bühler realizou uma temporada brilhante e participou na Baja Portalegre 500 aos comandos de Yamaha 450 inscrita na classe TT2. “Conquistei um lugar muito bom. No ano passado fiz terceiro, este ano segundo. Espero bem que seja sempre assim e que para o ano seja um primeiro. No primeiro dia de prova tive algumas dificuldades, mas hoje já andei sem dificuldades. Quero dar os parabéns ao Luís Oliveira porque esteve muito rápido, impossível de acompanhar. Espero que para o ano lhe consiga dar alguma luta”, salientou à chegada o jovem piloto de 22 anos.

 Frederico Fino, o gestor desta formação apoiada pela Yamaha preferiu em Portalegre acompanhar a equipa do lado de fora, ele que ao longo do ano participou de forma regular no campeonato destacou “a fantástica fibra de campeão do António Maio que depois de ter cometido um erro soube lutar até ao fim, nunca baixando os braços. Fazer 330 quilómetros com uma clavícula partida e com problemas elétricos na moto, derivados da queda, exigiu dele uma superação só ao nível de muito poucos. É, todavia, importante retermos para o futuro tanto as falhas, que não se devem repetir, como o exemplo de espirito de sacrifício, luta e tenacidade, mesmo quando tudo parece perdido” e acrescenta: “O pleno conseguido nos títulos principais nas competições onde os nossos pilotos participaram: Campeonato absoluto (1º e 2º lugar), Classe TT1 e TT2 era o máximo que poderíamos ambicionar. Embora num registo absolutamente amador também o David Ferreira terminou a época em 2º lugar entre os veteranos e em 3º na classe TT1 o que é fantástico. As motos que os pilotos tiveram à sua disposição eram excelentes e a equipa trabalhou de forma incansável ao longo de todo o ano para a construção de todos estes sucessos o que lhes permitiu irem sempre muito motivados e focados nas vitórias. Nesta Baja Portalegre 500 tivemos ainda vários outros a quem alugámos motos ou que colocaram as suas motos para serem por nós assistidas”. 

A título pessoal Frederico Fino aproveitou também este final de temporada para “desejar felicidades e muito sucesso a Sebastian Buhler no seu futuro projeto” anunciando que brevemente a equipa Yamaha Racing apresentará o seu programa e objetivos para 2017.

 De salientar ainda que para além dos três pilotos que participaram de forma regular no Campeonato a equipa inscreveu ainda Pedro Martins (57º) e Pedro Carrilho (22º) e na classe Hobby Francisco Fino (9º), Ricardo Albino (11º) e Hugo Correia (104º).