quinta-feira, 5 de junho de 2014

Ruben Faria pronto para a Sardenha

Logo após ter terminado mais uma presença no campeonato nacional de TT Ruben Faria seguiu de imediato para a Sardenha onde já está junto da equipa KTM com vista à participação na quarta prova do campeonato do mundo Cross-Country e Rally a realizar na ilha do Mediterrâneo a partir do próximo Sábado, dia 7 de Junho. Ao longo de cinco dias Ruben Faria enfrentará 1520 quilómetros de competição nas sempre exigentes e duras pistas que marcam a prova.

  ‘Após a ausência do Egipto e depois de uma presença no Qatar que não foi tão positiva como era esperado em termos de resultado desportivo quero conseguir um bom resultado neste regresso à Sardenha. É uma prova única e totalmente diferente de todas as outras do calendário, onde a areia e as especiais muito abertas não estão presentes. Aqui enfrentamos especiais mais curtas em termos de quilometragem total, mas nem por isso fáceis pois os trilhos mais estreitos obrigam a especial atenção com o piso e também com a navegação, aqui mais sensível.’

 O piloto de Olhão enfrenta a prova novamente integrado na equipa oficial da KTM, ao lado de Marc Coma e Jordi Villadoms e após um fim-de-semana em que participou na Baja de Alcoutim Ruben Faria aterra na Sardenha preparado para um bom resultado.

  ‘Esta é a única prova do ano que fazemos com as motos pequenas, ou seja, diferentes daquelas que utilizamos nas maratonas mais longas. Aqui colocamos apenas um depósito de combustível de maior capacidade e colocamos os sistemas de navegação e road-book. Até nesse capítulo a prova é distinta de todas as outras. Desportivamente espero que o resultado seja positivo para a equipa e que no final possa a nível pessoal assinar uma boa prestação.’

 A prova italiana do campeonato do mundo de Cross-Country e Rally, a única deste calendário em solo europeu e em exclusivo para as motos, terá um total de cinco etapas, com a maior delas a contar com 400 quilómetros, no terceiro dia de competição, com a segunda e e quinta etapas a serem as mais curtas com 250 quilómetros de extensão cada uma. A base principal da competição será San Teodoro, onde começa e acaba o Rally, que terá ainda passagens por Arbatax e San Leonardo. Pela frente os pilotos terão certamente muita navegação e calor, que em conjunto com o pó irão certamente tornar complicadas as cinco etapas em agenda.

Paulo Gonçalves já está na Sardenha

Piloto português, Campeão do Mundo de Todo-o-Terreno em 2013, ocupa a terceira posição a quatro pontos do líder 

Paulo Gonçalves viajou já para a Sardenha onde no próximo Sábado dará início à quarta jornada do Campeonato do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno, o Sardegna Rally Race, em busca da renovação do título mundial.

 Depois da ausência na jornada anterior, decisão comum às equipas oficiais devido à instabilidade vivida no Egipto, Paulo Gonçalves permanece na terceira posição da tabela classificativa a quatro pontos do líder provisório e colega de equipa do português, o espanhol Joan Barreda Bort.

“Está a ser um bom campeonato, estamos na luta pela liderança e a Honda coloca três pilotos no ‘Top 5’ da tabela geral, o que é sem dúvida algo fantástico. Continuamos a provar ter uma grande equipa, pessoalmente sinto-me muito bem e confiante para continuar a alcançar bons resultados aqui na Sardenha. O objetivo principal parte por lutar pela liderança e, consequentemente, pela renovação do título mundial ao mesmo tempo que, em conjunto com a equipa Honda HRC, trabalhamos com vista à próxima edição do Rali Dakar. Não tenho dúvidas que estamos no bom caminho”, salientou Paulo “Speedy” Gonçalves.

 Depois da vitória na abertura da temporada, no Abu Dhabi Desert Challenge, e de um quinto lugar no Qatar, após uma falha de navegação, Paulo Gonçalves tem anda pela frente mais duas jornadas, para além da Sardenha, a primeira delas em Agosto, no Brasil, e a segunda em Marrocos, em Outubro.

 Na Sardenha a competição tem início na tarde do próximo dia 8 de Junho, com o Prólogo de ordem para a partida, seguindo-se depois cinco dias de intensa navegação em redor da ilha italiana.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Pódio amargo na Baja Terras de Alcoutim

A dupla alenquerense Alexandre Franco/Rui Franco levou a Nissan Navarra ao oitavo pódio consecutivo no Campeonato Nacional de Todo o Terreno, numa prova onde a Scuderia Goldentrans/DURA não viu recompensado o seu esforço.

 Com uma super-especial de abertura desenhada num troço bastante rápido em Martim Longo, a dupla alenquerense procurou evidenciar-se desde logo na Categoria T2, onde apenas uma saída de estrada os impediu de arrancar na liderança da categoria, fechando o primeiro dia de competição no segundo posto do T2 e nono da geral.

“Este não foi de facto um fim-de-semana feliz para nós. No sábado quanto tentávamos fazer um bom prólogo, acabámos por ter uma saída de estrada e batemos com alguma violência numa pedra, que viria a danificar a suspensão dianteira da nossa Nissan Navara. Ainda assim conseguimos o segundo tempo no T2, mas com um tempo de assistência relativamente reduzido, não pudemos recuperar o nosso carro da forma que pretendíamos, pois a parte dianteira direita não pode ser alvo dos arranjos necessários”, começou por contar Alexandre Franco.

 Já no domingo, seguia-se um sector selectivo com cerca de trezentos quilómetros, onde a quebra do diferencial dianteiro com cerca de cem quilómetros de prova acabou por comprometer a prova da dupla da Scuderia Goldentrans/DURA, quando esta já liderava no T2.

 O piloto que conta com os apoios da Goldentrans, DURA Automotive Systems e Eni contou que “no segundo dia, acabámos por arrancar bem e chegámos a liderar a categoria T2, mas o diferencial dianteiro acabaria por ceder e tivemos que fazer os últimos duzentos quilómetros só com tracção traseira. É aqui que gostaria de deixar uma nota negativa para a organização da prova, uma vez que depois de neutralizarem a prova para alguns concorrentes com pouco mais de cem quilómetros percorridos em virtude de um acidente, controlámos em CP2 e ninguém nos informou do sucedido, prosseguindo o nosso esforço (só com tracção traseira) durante metade da prova, passando em algumas zonas sem comissários, depois destes terem abandonado os seus postos, colocando em causa a segurança da prova. Se em todas as provas tivéssemos que passar por este tipo de situações, iríamos ter que equacionar a nossa presença na competição, pois corremos riscos desnecessários durante grande parte da prova, que a bem dizer já não estava a contar para nada e que se traduziu num claro prejuízo para nós e para as restantes seis equipas que continuaram em prova. Contudo, esta foi mais uma experiência a somar ao nosso percurso e dentro de um mês regressamos em Oleiros, onde vamos procurar recuperar os pontos que nos separam da liderança do Campeonato”.

  “Não queria terminar sem deixar uma palavra especial para a equipa técnica da Prolama Competição, que fez um trabalho irrepreensível após a nossa saída de estrada no sábado, realizando um excelente trabalho de recuperação do nosso carro no pouco tempo que tiveram disponível”, completou Alexandre Franco.

 Apesar de ter sido uma das seis duplas a realizar a totalidade do percurso (e segunda equipa no T2), a organização atribuiu um tempo de referência aos concorrentes que não haviam realizado mais do que cem quilómetros de prova, atirando a dupla da Scuderia Goldentrans/DURA para o oitavo posto final e terceiro na Categoria T2.

Rui Sousa no pódio

- Jorge Cardoso 2º Alexandre Franco 3º no grupo T2

 Rui Sousa e João Santos terminaram de forma brilhante a primeira participação aos comandos do Evoque Cattiva, alcançado o 2º lugar da classificação geral da edição 2014 da Baja Terras de Alcoutim. A prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve na raia espanhola foi apresentou alguns contornos anormais, que a dupla da PROLAMA/Cepsa soube ultrapassar de forma brilhante, dando maior expressão ao trabalho que todos os elementos da equipa Técnica realizaram no carro nos dias antes da prova. Ao seu nível estiveram também os representantes T2 que a Equipa deslocou ao Algarve, Jorge Cardoso e Alexandre Franco, 2º e 3º na respectiva categoria, que sofreu algumas mutações na classificação após uma interrupção inesperada da corrida.

 Rui Sousa começou no prólogo a desenhar este resultado, ao estabelecer a 4º marca na primeira vez que pilotou este carro. Na corrida foi evoluindo progressivamente de forma a perceber o comportamento do Evoque neste tipo de pistas e as reacções que a afinação escolhida podia corresponder ao desejado, como referiu no final; “…primeiro quero dedicar este resultado à minha Equipa técnica e colaboradores que tornaram possível este resultado. Tinha um objectivo a cumprir com esta participação e estou realmente muito contente com o resultado. Significa que o caminho que estamos a seguir na evolução deste carro está a resultar, embora esteja ainda num processo de desenvolvimento…” concluiu.

 Por sua vez Jorge Cardoso de novo navegado por Paulo Torres, voltou a realizar uma prova muito positiva, e continua a liderar o campeonato T2. De qualquer forma o piloto foi da Servilegumes /Hortas do Ribatejo foi algo prejudicado pela forma como a prova foi interrompida, numa altura que tinha ainda muitos quilómetros para recuperar o tempo perdido com um furo; “depois do prólogo que não nos correu de feição, estávamos apostados em recuperar durante o sector selectivo que se adivinhava muito duro, no entanto um furo voltou a atrasar-nos e quando recuperamos o ritmo, encontramos a pista obstruída por um carro acidentado e acabamos por terminar mais cedo. Mas continuamos muito tranquilos e vamos aproveitando para evoluir e conhecer as provas na vertente automóvel…” declarou no final Jorge Cardoso.

 Alexandre Franco e Rui Franco, foram provavelmente das três formações da Prolama aquela que teve um fim-de-semana mais atribulado, mas com o espírito combativo que lhes é reconhecido nunca baixaram os braços e terminaram mesmo assim no pódio. “… uma pequena saída no prólogo veio a comprometer toda a nossa prova, mas estamos de consciência tranquila que lutamos até onde nos foi possível para dar a volta e até conseguimos chegar á liderança. Depois a quebra do diferencial da frente e a forma como a prova foi interrompida acabou por condicionar o nosso resultado final. Continuamos na luta e no final do mês lá estaremos na próxima prova para tentar o que não foi possível agora…” concluiu o piloto da Goldentrans/Dura.

 O Campeonato prossegue no final do mês (27 e 28 Junho) com a Baja TT Oleiros, na região centro do País.

domingo, 1 de junho de 2014

Primeira vitoria de Ricardo Porém no Campeonato Nacional de TT

O piloto de Leiria dominou por completo a prova algarvia, alcançou uma vitória sem contestação e ascendeu à liderança do campeonato 

 Depois do triunfo no Prólogo que ontem deu o “ponta pé de saída” em mais uma edição da Baja Terras de Alcoutim, a dupla Ricardo Porém/Luís Marques alcançou esta tarde uma brilhante vitória na prova algarvia, a primeira do jovem piloto de Leiria em termos de Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno.

 Ciente das dificuldades que tinha pela frente, em particular por ser o primeiro piloto na estrada, Ricardo Porém atacou forte logo no arranque da prova e depressa percebeu que podia retirar desta estratégia os melhores frutos. Apesar de alguns percalços, Ricardo Porém dominou por completo os acontecimentos e acabou por festejar este seu primeiro triunfo absoluto no Campeonato Nacional de TT e que lhe permitiu ainda ascender à liderança do campeonato.

 À chegada ao final da prova, o piloto do BMW Série 1 Proto era o espelho da satisfação que varreu toda a equipa e as suas primeiras palavras foram de dedicatória do triunfo “ao meu irmão Manuel que está fora do pais e com quem gostaria de estar a partilhar este triunfo pessoalmente.”

 O piloto acrescentou que “estamos todos muito felizes e uma vez mais ficou bem patente o excelente trabalho da minha equipa, que, esteve, novamente, imparável. Não foi, todavia, uma prova fácil... Tivemos uma saída de estrada ao quilómetro 50 e reconheço que foi com alguma sorte que consegui colocar novamente o carro na pista. Já na fase final partiu-se uma transmissão e tivemos que rolar com enormes cautelas para conseguir chegar ao fim. Enfim, foi uma prova dura, mas em que o esforço foi altamente compensador. Sinto-me nas nuvens...!

 Com este triunfo na Baja Terras de Alcoutim o piloto Ricardo Porém está agora na liderança do Campeonato Nacional de TT, somando, 40 pontos.

  Classificação Final:

1º Ricardo Porém/Luís Marques (BMW Serie 1 Proto), 4h47m05s
2º Rui Sousa/João Santos (Evoque), a 7m28,7s
3º Rómulo Branco/João Serôdio (Toyota), 7m43,8s

Maio, Borrego e Lopes vencem no Algarve

• João Lopes soma sétimo triunfo e amplia recorde 

• António Maio regressa aos triunfos e equipa Yamaha faz o pleno nas duas rodas 

• Corrida animada mas amputada para Buggy/UTV 

Teve lugar este fim-de-semana, em pistas da serra algarvia, a terceira etapa do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno. Nas duas rodas António Maio (Yamaha) regressou aos triunfos, nos Quad a vitória sorriu a Beto Borrego (Yamaha), que a tinha deixado escapar em 2013 e nos Buggy UTV João Lopes (Polaris) confirmou ser o rei dos algarves, ao triunfar pela sétima vez em pouco mais de uma dezena de anos de participações.

 Entre os destaques da jornada é de salientar o facto de, nas duas rodas, a equipa Yamaha Pinhelworks Ray Just Energy ter conseguido o feito inédito de para além de ter triunfado à geral, ter ganho em todas as classes TT1, TT2 e TT3. Também nos Buggy UTV foi inédito o facto de o vencedor ter sido mais rápido que o piloto que triunfou nos automóveis.

  António Maio vence Mário Patrão por 35s 

Depois de duas corridas em que não esteve no pleno das suas capacidades, António Maio regressou aos triunfos em mais uma jornada muito disputada. Desde o prólogo que o piloto da Yamaha assumiu os riscos de querer vencer, apostando em partir à frente para o sector único de 224 quilómetros e tendo ganho logo aí 12 segundos.

 Na corrida, que começou por ter Luís Teixeira na liderança, António Maio chegou à segunda zona de assistência depois de ter ganho mais 31s a Mário Patrão, tendo aí optado por mudar o pneu traseiro da sua Yamaha, ao contrário do seu rival que apenas reabasteceu. Até ao final da prova Maio recuperou o minuto gastou nessa operação e terminou o SS1 com 23s de vantagem o que, somados aos 12 s ganhos no prólogo, perfez um total de 35s.

 Para Mário Patrão (Suzuki) que tentou forçar o andamento na ponta final da corrida, o resultado não lhe retira a liderança do campeonato.

 A jogar em casa Luís Teixeira (Yamaha) foi terceiro no prólogo – apesar de uma queda – e partiu fortíssimo para a corrida. Quebrou fisicamente a meio da prova e contentou-se com o derradeiro lugar no pódio e a vitória em TT3 reduzindo para apenas um ponto a diferença que agora o separa de Fausto Moto na liderança do campeonato da classe.

 A quarta posição final pertenceu ao mais jovem dos pilotos da equipa Yamaha que, tal como acontecera na jornada inaugural, venceu também a classe TT1. Sebastian Buhler partiu para a corrida na 7ª posição que alcançou no prólogo mas, a meio da prova já estava colado a Domingos Santos, o actual campeão e seu mais directo adversário, piloto que partira para a corrida dois minutos à sua frente. Ultrapassou-o pouco depois e terminou a corrida com quase três minutos de vantagem passando a liderar de forma isolada o campeonato da classe.

 Domingos Santos, que terminou a corrida no 5º lugar, foi desta vez protagonista pela negativa ao ter travado de forma anti desportiva a corrida do consagrado Ruben Faria. O piloto algarvio, que se apresentou em treino para a corrida do mundial na Sardenha, partiu para o troço logo atrás do jovem campeão TT1 e cedo mostrou estar mais rápido, tendo-o alcançado relativamente cedo. Apesar de consciente de que o tinha na sua traseira e dos perigos que correm os pilotos nestas circunstâncias, Domingos Santos não cumpriu a regra de “piloto apanhado é piloto passado” o que exasperou Ruben Faria que optou por não continuar após a chegada à ZA2 numa altura em que também na sua traseira já rolava Sebastian Buhler. Com os ânimos menos exaltados o piloto oficial da KTM acabou por retomar a corrida, largos minutos depois, se bem que, por motivos físicos, não a tenha completado.

 Os restantes vencedores desta competição destinada às duas rodas foram Oscar Pedro (KTM) que triunfou na Promoção, sendo 6º da geral e Rodolfo Sampaio também em KTM que foi o mais rápido dos Veteranos, resultado a que acrescentou o 2º na classe TT3 e o 9º da classificação geral.

  Beto Borrego repete vitória mas Tiago Gomes deu nas vistas

 Numa jornada marcada pelo número mais baixo de participantes dos últimos anos, o crónico vencedor da competição destinada aos Quad, Beto Borrego e atual campeão, tinha como principal desafio superar o facto de, no ano passado, ter sido na prova algarvia que foi forçado a interromper um ciclo de 11 vitórias sucessivas. Na altura a sua moto teve um problema mecânico que o atrasou de forma irremediável. Com o seu principal adversário ausente, vítima de acidente sofrido no Troféu Yamaha, Beto Borrego acabou por ter, na Baja Terras de Alcoutim, um oponente inesperado.

 Piloto de Freestyle mas acima de tudo um apaixonado por motos e adepto ferrenho da adrenalina vivida na competição, Tiago Gomes (Suzuki) entrou de forma brilhante ao triunfar no prólogo e manteve-se na frente da corrida durante os primeiros quilómetros. Fraquejou fisicamente a meio da prova mas terminou em 2º lugar a 8m20s do piloto da Racepunk, Beto Borrego que soma já três vitórias em outras tantas provas disputadas.

 Na 3ª posição final terminou o “miúdo” Bruno Ferreira (Yamaha) piloto que compete sob a orientação de Pedro Machado e da sua PAMoto Racing e que foi o vencedor da Promoção. Um lugar de pódio naturalmente muito festejado mas para o qual beneficiou da penalização atribuída a Luís Engeitado (Yamaha) por este não ter parado num Controle de Passagem. O campeão Stock perdeu com isso duas posições, baixando para 5º lugar logo atrás de António Moreira (Yamaha) que venceu entre os Veteranos. A vitória na Classe Stock foi para o 6º classificado absoluto Miguel Nina. ~

Buggy UTV em crescendo e João Lopes recordista 

 Bruno Martins vence entre os Buggy

 A competição destinada aos Buggy & UTV estava recheada de novidades.

 Estreavam-se Tomás Vieira de Campos, filho de Filipe Campos, Miguel Jordão, piloto que veio dos Karts e filho de Pedro Jordão, navegador de Carlos Oliveira. Jorge Monteiro apresentava-se aos comandos do Polaris 1000 utilizado pelo seu filho João nas duas provas anteriores, onde o pai correu de CanAm e Pedro Antunes estreava um Polaris 1000, depois de duas corridas muito pouco conseguidas de Articat. Regressavam à competição Sérgio Silva, 3º do CNTT em 2011 e Pedro Rocha, filho de Duarte Rocha, antigo piloto de Autocross e TT.

 Com 24 equipas à partida esta era a única disciplina a não perder inscritos face ao Vinhos Ervideira Rali TT e a conseguir, pelo contrário, crescer. Infelizmente a organização do CAA teve para com este pilotos e equipas uma atitude perfeitamente discriminatória, obrigando-os a pagarem uma inscrição mais elevada e dando-lhes menos quilómetros de corrida para disputarem. Para além disso foram obrigados a partir, tanto no prólogo como na corrida, depois dos automóveis e não a seguir aos Quad como é prática corrente de todas as restantes organizações. ~

Desportivamente esta tentativa de minorar a disciplina teve uma resposta dada no terreno onde a superioridade face aos automóveis, com quem são habitualmente comparados, foi de tal modo avassaladora que deverá ser motivo de muita reflexão. A vitória de João Lopes (Polaris), a 7ª do piloto no Algarve e que o confirma como recordista absoluto, começou a ser construída no prólogo onde foi o mais rápido, embora os quatro primeiros classificados, tenham terminado separados por menos de 1 segundo (0,84s). Atrás de João Lopes terminaram Vitor Santos (Polaris), Teo Viñaras (Polaris) e Bruno Martins (Rage). Ainda a menos de 5s ficaram mais dois Polaris, os de Jorge Monteiro e o de João Dias. O estreante Tomás Campos apesar de 17º, ficou a menos de 20s do vencedor.

 Com a segunda passagem pelo traçado do prólogo cancelada, foi por esta ordem que a caravana dos Buggy UTV partiu para a pista no dia seguinte, ao meio dia, no pino do calor.

 Quando foi levantar a sua máquina ao parque fechado, Vítor Santos, que tinha sido 2º no prólogo deu conta de que fora vítima do corte criminoso dos tubos de gasolina do seu UTV . Uma situação só passível de ter acontecido num parque fechado que não reunia as condições mínimas de segurança exigidas a uma prova desta natureza. O piloto teve de improvisar uma solução e partiu a “queimar” para a corrida sem se ter preparado convenientemente.

 À passagem por CP1 instalado ao Km 91,27 e que antecedia uma zona de assistência, o ritmo era impressionante e as diferenças mínimas. A comparação com os automóveis, que ali tinham passado uma hora antes, não deixava margens para dúvidas. Os dois primeiros, o Polaris 1000 pilotado por João Lopes e o Polaris 900, tendo aos seus comandos o campeão Nuno Tavares, registavam até aí melhor tempo que o BMW pilotado por Ricardo Porém, o líder da competição auto. A diferença entre o primeiro e o 10º, o estreante Tomás Campos, era inferior a cinco minutos, intervalo onde apenas se encaixavam três automóveis. Mas o mais impressionante era que numa classificação conjunta a partir dos tempos gastos a cumprir o percurso até CP1, entre os 18 melhores registos só constam três automóveis. A 1ª das senhoras, Dorothee Ferreira (Polaris 1000) estava também nesse grupo.

 Um acidente com um automóvel que ardeu, obrigou a organização a dar por concluída a prova uns 40 quilómetros mais à frente tomando em linha de conta, para efeitos de classificação, aquela que já tínhamos referenciado em CP1. Não se classificaram, apesar de terem passado em CP1 o campeão Nuno Tavares que rodou dezenas de quilómetros atrás de Avelino Luís e que acabou por embater contra o Polaris deste último quando ele finalmente se preparava para o deixar passar e Dorothee Ferreira que capotou entre CP1 e o ponto de neutralização da corrida.

 De destacar ainda a primeira vitória do Polaris 1000 (nas duas provas anteriores tinham triunfado pilotos com o modelo 900 – Nuno Tavares e João Dias), o triunfo entre os Buggy para Bruno Martins (Rage) 7º da geral a 3m14s de João Lopes e o facto de esta ter sido a terceira prova terminada e a terceira vitória entre as senhoras para Rita Oliveira.

 Como notas finais de referir o excelente regresso de Sérgio Silva, o mais rápido entre os Polaris 900, de salientar que esta foi a primeira prova terminada pelo buggy construído por Duarte Rocha para o seu filho Pedro e que, no decorrer da prova, caíram numa mesma ravina os Buggy de António Estevão e António Ferreira. Também Dorothee teve aí uma saída de estrada mas conseguiu retomar a corrida.

 A próxima jornada do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, a Baja TT Oleiros, Proença e Mação disputa-se nos dias 27 e 28 de Junho e é organizada pela Escuderia Castelo Branco.

Mário Patrão mantém liderança no “Nacional” de Todo-o-Terreno

Piloto de Seia soma já duas vitórias e um segundo lugar na luta pela conquista do seu sétimo título consecutivo 

Mário Patrão cumpriu este fim-de-semana a terceira jornada da temporada de 2014 do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, a Baja Terras de Alcoutim, ficando a escassos segundos de um novo triunfo por entre o cenário da serra algarvia.

 O piloto de Seia, Campeão Nacional de Todo-o-Terreno há seis temporadas consecutivas, registou o segundo melhor tempo no prólogo realizado na tarde de Sábado, posição que voltou a registar ao longo dos 224 quilómetros de percurso no Domingo e com diferença mínima de 35 segundos para o vencedor.

  “Acabou por ser uma prova difícil, parti em segundo e acabei por andar no pó do meu adversário. O piso algarvio é muito seco e tornou tudo mais complicado, anda para mais não tinha tanto à-vontade no percurso como os meus adversários mais diretos. No final, mesmo depois de ter terminado sem pneu traseiro, consegui registar uma boa diferença para o vencedor, o que prova que estive num bom nível apesar de tudo. Estamos na liderança, o objetivo é renovar o título e só posso agradecer a todos os patrocinadores e a todos os apoiantes pela ajuda na concretização”, referiu o piloto português do Crédito Agrícola, RR-Motos e Suzuki.

 Mário Patrão enfrenta dentro de dias a sua primeira participação no “Mundial” de Todo-o-Terreno, na ilha da Sardenha.

Sétimo triunfo de João Lopes

- Vencedor Buggy UTV mais rápido que vencedor Auto 

- Piloto de Torres Vedras assume liderança no Campeonato 

- Estreia positiva de Tomas Vieira de Campos 

João Lopes confirmou-se como recordista absoluto de vitórias na prova algarvia do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno ao triunfar hoje na competição destinada ao Buggy/UTV da edição de 2014 da Baja Terras de Alcoutim. João Lopes repetiu assim o triunfo que já alcançara em 2013 e ao qual acrescenta ainda cinco vitórias em Quad.

 Acompanhado de Bruno Santos o piloto de Torres Vedras inscrito pela equipa JL Racing/Firststop/Pneudirecto, que disputou a prova algarvia comandos de um Polaris RZR 1000, terminou a corrida com uma vantagem de 1m19s sobre o espanhol Roberto Viñaras.

 Este triunfo teve ainda o especial sabor de, pela primeira vez, o vencedor da competição Buggy UTV ter sido mais rápido que o líder da competição auto, neste caso Ricardo Porém. Com este resultado João Lopes e Bruno Santos assumem a liderança do campeonato.

  “Sempre disse que gosto muito desta corrida e sinto-me particularmente vocacionado para lutar pela vitória. A vitória no prólogo permitiu-nos ser os primeiros a arrancar para o percurso e desde o primeiro quilómetro trabalhámos muito para confirmar a liderança na corrida, sabendo que a concorrência é cada vez mais forte e numerosa. Este triunfo foi muito importante porque nos permitiu passar para a frente do campeonato, tendo em conta que um dos nossos grande objetivos é renovar o título alcançado em 2012 ”, salientou no final da corrida João Lopes, o piloto da JL Racing/Firststop/Pneudirecto.

 Com o apoio da JL Racing estreou-se nesta prova Tomás Vieira de Campos, filho do consagrado Filipe Campos, que terminou a corrida num excelente 9º lugar absoluto. Também o piloto JL Racing, Dinis Fortunato, terminou no Top 10 a sua participação na competição Quad onde foi ainda 2º da Classe Promoção.