terça-feira, 3 de junho de 2014

Rui Sousa no pódio

- Jorge Cardoso 2º Alexandre Franco 3º no grupo T2

 Rui Sousa e João Santos terminaram de forma brilhante a primeira participação aos comandos do Evoque Cattiva, alcançado o 2º lugar da classificação geral da edição 2014 da Baja Terras de Alcoutim. A prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve na raia espanhola foi apresentou alguns contornos anormais, que a dupla da PROLAMA/Cepsa soube ultrapassar de forma brilhante, dando maior expressão ao trabalho que todos os elementos da equipa Técnica realizaram no carro nos dias antes da prova. Ao seu nível estiveram também os representantes T2 que a Equipa deslocou ao Algarve, Jorge Cardoso e Alexandre Franco, 2º e 3º na respectiva categoria, que sofreu algumas mutações na classificação após uma interrupção inesperada da corrida.

 Rui Sousa começou no prólogo a desenhar este resultado, ao estabelecer a 4º marca na primeira vez que pilotou este carro. Na corrida foi evoluindo progressivamente de forma a perceber o comportamento do Evoque neste tipo de pistas e as reacções que a afinação escolhida podia corresponder ao desejado, como referiu no final; “…primeiro quero dedicar este resultado à minha Equipa técnica e colaboradores que tornaram possível este resultado. Tinha um objectivo a cumprir com esta participação e estou realmente muito contente com o resultado. Significa que o caminho que estamos a seguir na evolução deste carro está a resultar, embora esteja ainda num processo de desenvolvimento…” concluiu.

 Por sua vez Jorge Cardoso de novo navegado por Paulo Torres, voltou a realizar uma prova muito positiva, e continua a liderar o campeonato T2. De qualquer forma o piloto foi da Servilegumes /Hortas do Ribatejo foi algo prejudicado pela forma como a prova foi interrompida, numa altura que tinha ainda muitos quilómetros para recuperar o tempo perdido com um furo; “depois do prólogo que não nos correu de feição, estávamos apostados em recuperar durante o sector selectivo que se adivinhava muito duro, no entanto um furo voltou a atrasar-nos e quando recuperamos o ritmo, encontramos a pista obstruída por um carro acidentado e acabamos por terminar mais cedo. Mas continuamos muito tranquilos e vamos aproveitando para evoluir e conhecer as provas na vertente automóvel…” declarou no final Jorge Cardoso.

 Alexandre Franco e Rui Franco, foram provavelmente das três formações da Prolama aquela que teve um fim-de-semana mais atribulado, mas com o espírito combativo que lhes é reconhecido nunca baixaram os braços e terminaram mesmo assim no pódio. “… uma pequena saída no prólogo veio a comprometer toda a nossa prova, mas estamos de consciência tranquila que lutamos até onde nos foi possível para dar a volta e até conseguimos chegar á liderança. Depois a quebra do diferencial da frente e a forma como a prova foi interrompida acabou por condicionar o nosso resultado final. Continuamos na luta e no final do mês lá estaremos na próxima prova para tentar o que não foi possível agora…” concluiu o piloto da Goldentrans/Dura.

 O Campeonato prossegue no final do mês (27 e 28 Junho) com a Baja TT Oleiros, na região centro do País.

domingo, 1 de junho de 2014

Primeira vitoria de Ricardo Porém no Campeonato Nacional de TT

O piloto de Leiria dominou por completo a prova algarvia, alcançou uma vitória sem contestação e ascendeu à liderança do campeonato 

 Depois do triunfo no Prólogo que ontem deu o “ponta pé de saída” em mais uma edição da Baja Terras de Alcoutim, a dupla Ricardo Porém/Luís Marques alcançou esta tarde uma brilhante vitória na prova algarvia, a primeira do jovem piloto de Leiria em termos de Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno.

 Ciente das dificuldades que tinha pela frente, em particular por ser o primeiro piloto na estrada, Ricardo Porém atacou forte logo no arranque da prova e depressa percebeu que podia retirar desta estratégia os melhores frutos. Apesar de alguns percalços, Ricardo Porém dominou por completo os acontecimentos e acabou por festejar este seu primeiro triunfo absoluto no Campeonato Nacional de TT e que lhe permitiu ainda ascender à liderança do campeonato.

 À chegada ao final da prova, o piloto do BMW Série 1 Proto era o espelho da satisfação que varreu toda a equipa e as suas primeiras palavras foram de dedicatória do triunfo “ao meu irmão Manuel que está fora do pais e com quem gostaria de estar a partilhar este triunfo pessoalmente.”

 O piloto acrescentou que “estamos todos muito felizes e uma vez mais ficou bem patente o excelente trabalho da minha equipa, que, esteve, novamente, imparável. Não foi, todavia, uma prova fácil... Tivemos uma saída de estrada ao quilómetro 50 e reconheço que foi com alguma sorte que consegui colocar novamente o carro na pista. Já na fase final partiu-se uma transmissão e tivemos que rolar com enormes cautelas para conseguir chegar ao fim. Enfim, foi uma prova dura, mas em que o esforço foi altamente compensador. Sinto-me nas nuvens...!

 Com este triunfo na Baja Terras de Alcoutim o piloto Ricardo Porém está agora na liderança do Campeonato Nacional de TT, somando, 40 pontos.

  Classificação Final:

1º Ricardo Porém/Luís Marques (BMW Serie 1 Proto), 4h47m05s
2º Rui Sousa/João Santos (Evoque), a 7m28,7s
3º Rómulo Branco/João Serôdio (Toyota), 7m43,8s

Maio, Borrego e Lopes vencem no Algarve

• João Lopes soma sétimo triunfo e amplia recorde 

• António Maio regressa aos triunfos e equipa Yamaha faz o pleno nas duas rodas 

• Corrida animada mas amputada para Buggy/UTV 

Teve lugar este fim-de-semana, em pistas da serra algarvia, a terceira etapa do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno. Nas duas rodas António Maio (Yamaha) regressou aos triunfos, nos Quad a vitória sorriu a Beto Borrego (Yamaha), que a tinha deixado escapar em 2013 e nos Buggy UTV João Lopes (Polaris) confirmou ser o rei dos algarves, ao triunfar pela sétima vez em pouco mais de uma dezena de anos de participações.

 Entre os destaques da jornada é de salientar o facto de, nas duas rodas, a equipa Yamaha Pinhelworks Ray Just Energy ter conseguido o feito inédito de para além de ter triunfado à geral, ter ganho em todas as classes TT1, TT2 e TT3. Também nos Buggy UTV foi inédito o facto de o vencedor ter sido mais rápido que o piloto que triunfou nos automóveis.

  António Maio vence Mário Patrão por 35s 

Depois de duas corridas em que não esteve no pleno das suas capacidades, António Maio regressou aos triunfos em mais uma jornada muito disputada. Desde o prólogo que o piloto da Yamaha assumiu os riscos de querer vencer, apostando em partir à frente para o sector único de 224 quilómetros e tendo ganho logo aí 12 segundos.

 Na corrida, que começou por ter Luís Teixeira na liderança, António Maio chegou à segunda zona de assistência depois de ter ganho mais 31s a Mário Patrão, tendo aí optado por mudar o pneu traseiro da sua Yamaha, ao contrário do seu rival que apenas reabasteceu. Até ao final da prova Maio recuperou o minuto gastou nessa operação e terminou o SS1 com 23s de vantagem o que, somados aos 12 s ganhos no prólogo, perfez um total de 35s.

 Para Mário Patrão (Suzuki) que tentou forçar o andamento na ponta final da corrida, o resultado não lhe retira a liderança do campeonato.

 A jogar em casa Luís Teixeira (Yamaha) foi terceiro no prólogo – apesar de uma queda – e partiu fortíssimo para a corrida. Quebrou fisicamente a meio da prova e contentou-se com o derradeiro lugar no pódio e a vitória em TT3 reduzindo para apenas um ponto a diferença que agora o separa de Fausto Moto na liderança do campeonato da classe.

 A quarta posição final pertenceu ao mais jovem dos pilotos da equipa Yamaha que, tal como acontecera na jornada inaugural, venceu também a classe TT1. Sebastian Buhler partiu para a corrida na 7ª posição que alcançou no prólogo mas, a meio da prova já estava colado a Domingos Santos, o actual campeão e seu mais directo adversário, piloto que partira para a corrida dois minutos à sua frente. Ultrapassou-o pouco depois e terminou a corrida com quase três minutos de vantagem passando a liderar de forma isolada o campeonato da classe.

 Domingos Santos, que terminou a corrida no 5º lugar, foi desta vez protagonista pela negativa ao ter travado de forma anti desportiva a corrida do consagrado Ruben Faria. O piloto algarvio, que se apresentou em treino para a corrida do mundial na Sardenha, partiu para o troço logo atrás do jovem campeão TT1 e cedo mostrou estar mais rápido, tendo-o alcançado relativamente cedo. Apesar de consciente de que o tinha na sua traseira e dos perigos que correm os pilotos nestas circunstâncias, Domingos Santos não cumpriu a regra de “piloto apanhado é piloto passado” o que exasperou Ruben Faria que optou por não continuar após a chegada à ZA2 numa altura em que também na sua traseira já rolava Sebastian Buhler. Com os ânimos menos exaltados o piloto oficial da KTM acabou por retomar a corrida, largos minutos depois, se bem que, por motivos físicos, não a tenha completado.

 Os restantes vencedores desta competição destinada às duas rodas foram Oscar Pedro (KTM) que triunfou na Promoção, sendo 6º da geral e Rodolfo Sampaio também em KTM que foi o mais rápido dos Veteranos, resultado a que acrescentou o 2º na classe TT3 e o 9º da classificação geral.

  Beto Borrego repete vitória mas Tiago Gomes deu nas vistas

 Numa jornada marcada pelo número mais baixo de participantes dos últimos anos, o crónico vencedor da competição destinada aos Quad, Beto Borrego e atual campeão, tinha como principal desafio superar o facto de, no ano passado, ter sido na prova algarvia que foi forçado a interromper um ciclo de 11 vitórias sucessivas. Na altura a sua moto teve um problema mecânico que o atrasou de forma irremediável. Com o seu principal adversário ausente, vítima de acidente sofrido no Troféu Yamaha, Beto Borrego acabou por ter, na Baja Terras de Alcoutim, um oponente inesperado.

 Piloto de Freestyle mas acima de tudo um apaixonado por motos e adepto ferrenho da adrenalina vivida na competição, Tiago Gomes (Suzuki) entrou de forma brilhante ao triunfar no prólogo e manteve-se na frente da corrida durante os primeiros quilómetros. Fraquejou fisicamente a meio da prova mas terminou em 2º lugar a 8m20s do piloto da Racepunk, Beto Borrego que soma já três vitórias em outras tantas provas disputadas.

 Na 3ª posição final terminou o “miúdo” Bruno Ferreira (Yamaha) piloto que compete sob a orientação de Pedro Machado e da sua PAMoto Racing e que foi o vencedor da Promoção. Um lugar de pódio naturalmente muito festejado mas para o qual beneficiou da penalização atribuída a Luís Engeitado (Yamaha) por este não ter parado num Controle de Passagem. O campeão Stock perdeu com isso duas posições, baixando para 5º lugar logo atrás de António Moreira (Yamaha) que venceu entre os Veteranos. A vitória na Classe Stock foi para o 6º classificado absoluto Miguel Nina. ~

Buggy UTV em crescendo e João Lopes recordista 

 Bruno Martins vence entre os Buggy

 A competição destinada aos Buggy & UTV estava recheada de novidades.

 Estreavam-se Tomás Vieira de Campos, filho de Filipe Campos, Miguel Jordão, piloto que veio dos Karts e filho de Pedro Jordão, navegador de Carlos Oliveira. Jorge Monteiro apresentava-se aos comandos do Polaris 1000 utilizado pelo seu filho João nas duas provas anteriores, onde o pai correu de CanAm e Pedro Antunes estreava um Polaris 1000, depois de duas corridas muito pouco conseguidas de Articat. Regressavam à competição Sérgio Silva, 3º do CNTT em 2011 e Pedro Rocha, filho de Duarte Rocha, antigo piloto de Autocross e TT.

 Com 24 equipas à partida esta era a única disciplina a não perder inscritos face ao Vinhos Ervideira Rali TT e a conseguir, pelo contrário, crescer. Infelizmente a organização do CAA teve para com este pilotos e equipas uma atitude perfeitamente discriminatória, obrigando-os a pagarem uma inscrição mais elevada e dando-lhes menos quilómetros de corrida para disputarem. Para além disso foram obrigados a partir, tanto no prólogo como na corrida, depois dos automóveis e não a seguir aos Quad como é prática corrente de todas as restantes organizações. ~

Desportivamente esta tentativa de minorar a disciplina teve uma resposta dada no terreno onde a superioridade face aos automóveis, com quem são habitualmente comparados, foi de tal modo avassaladora que deverá ser motivo de muita reflexão. A vitória de João Lopes (Polaris), a 7ª do piloto no Algarve e que o confirma como recordista absoluto, começou a ser construída no prólogo onde foi o mais rápido, embora os quatro primeiros classificados, tenham terminado separados por menos de 1 segundo (0,84s). Atrás de João Lopes terminaram Vitor Santos (Polaris), Teo Viñaras (Polaris) e Bruno Martins (Rage). Ainda a menos de 5s ficaram mais dois Polaris, os de Jorge Monteiro e o de João Dias. O estreante Tomás Campos apesar de 17º, ficou a menos de 20s do vencedor.

 Com a segunda passagem pelo traçado do prólogo cancelada, foi por esta ordem que a caravana dos Buggy UTV partiu para a pista no dia seguinte, ao meio dia, no pino do calor.

 Quando foi levantar a sua máquina ao parque fechado, Vítor Santos, que tinha sido 2º no prólogo deu conta de que fora vítima do corte criminoso dos tubos de gasolina do seu UTV . Uma situação só passível de ter acontecido num parque fechado que não reunia as condições mínimas de segurança exigidas a uma prova desta natureza. O piloto teve de improvisar uma solução e partiu a “queimar” para a corrida sem se ter preparado convenientemente.

 À passagem por CP1 instalado ao Km 91,27 e que antecedia uma zona de assistência, o ritmo era impressionante e as diferenças mínimas. A comparação com os automóveis, que ali tinham passado uma hora antes, não deixava margens para dúvidas. Os dois primeiros, o Polaris 1000 pilotado por João Lopes e o Polaris 900, tendo aos seus comandos o campeão Nuno Tavares, registavam até aí melhor tempo que o BMW pilotado por Ricardo Porém, o líder da competição auto. A diferença entre o primeiro e o 10º, o estreante Tomás Campos, era inferior a cinco minutos, intervalo onde apenas se encaixavam três automóveis. Mas o mais impressionante era que numa classificação conjunta a partir dos tempos gastos a cumprir o percurso até CP1, entre os 18 melhores registos só constam três automóveis. A 1ª das senhoras, Dorothee Ferreira (Polaris 1000) estava também nesse grupo.

 Um acidente com um automóvel que ardeu, obrigou a organização a dar por concluída a prova uns 40 quilómetros mais à frente tomando em linha de conta, para efeitos de classificação, aquela que já tínhamos referenciado em CP1. Não se classificaram, apesar de terem passado em CP1 o campeão Nuno Tavares que rodou dezenas de quilómetros atrás de Avelino Luís e que acabou por embater contra o Polaris deste último quando ele finalmente se preparava para o deixar passar e Dorothee Ferreira que capotou entre CP1 e o ponto de neutralização da corrida.

 De destacar ainda a primeira vitória do Polaris 1000 (nas duas provas anteriores tinham triunfado pilotos com o modelo 900 – Nuno Tavares e João Dias), o triunfo entre os Buggy para Bruno Martins (Rage) 7º da geral a 3m14s de João Lopes e o facto de esta ter sido a terceira prova terminada e a terceira vitória entre as senhoras para Rita Oliveira.

 Como notas finais de referir o excelente regresso de Sérgio Silva, o mais rápido entre os Polaris 900, de salientar que esta foi a primeira prova terminada pelo buggy construído por Duarte Rocha para o seu filho Pedro e que, no decorrer da prova, caíram numa mesma ravina os Buggy de António Estevão e António Ferreira. Também Dorothee teve aí uma saída de estrada mas conseguiu retomar a corrida.

 A próxima jornada do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, a Baja TT Oleiros, Proença e Mação disputa-se nos dias 27 e 28 de Junho e é organizada pela Escuderia Castelo Branco.

Mário Patrão mantém liderança no “Nacional” de Todo-o-Terreno

Piloto de Seia soma já duas vitórias e um segundo lugar na luta pela conquista do seu sétimo título consecutivo 

Mário Patrão cumpriu este fim-de-semana a terceira jornada da temporada de 2014 do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, a Baja Terras de Alcoutim, ficando a escassos segundos de um novo triunfo por entre o cenário da serra algarvia.

 O piloto de Seia, Campeão Nacional de Todo-o-Terreno há seis temporadas consecutivas, registou o segundo melhor tempo no prólogo realizado na tarde de Sábado, posição que voltou a registar ao longo dos 224 quilómetros de percurso no Domingo e com diferença mínima de 35 segundos para o vencedor.

  “Acabou por ser uma prova difícil, parti em segundo e acabei por andar no pó do meu adversário. O piso algarvio é muito seco e tornou tudo mais complicado, anda para mais não tinha tanto à-vontade no percurso como os meus adversários mais diretos. No final, mesmo depois de ter terminado sem pneu traseiro, consegui registar uma boa diferença para o vencedor, o que prova que estive num bom nível apesar de tudo. Estamos na liderança, o objetivo é renovar o título e só posso agradecer a todos os patrocinadores e a todos os apoiantes pela ajuda na concretização”, referiu o piloto português do Crédito Agrícola, RR-Motos e Suzuki.

 Mário Patrão enfrenta dentro de dias a sua primeira participação no “Mundial” de Todo-o-Terreno, na ilha da Sardenha.

Sétimo triunfo de João Lopes

- Vencedor Buggy UTV mais rápido que vencedor Auto 

- Piloto de Torres Vedras assume liderança no Campeonato 

- Estreia positiva de Tomas Vieira de Campos 

João Lopes confirmou-se como recordista absoluto de vitórias na prova algarvia do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno ao triunfar hoje na competição destinada ao Buggy/UTV da edição de 2014 da Baja Terras de Alcoutim. João Lopes repetiu assim o triunfo que já alcançara em 2013 e ao qual acrescenta ainda cinco vitórias em Quad.

 Acompanhado de Bruno Santos o piloto de Torres Vedras inscrito pela equipa JL Racing/Firststop/Pneudirecto, que disputou a prova algarvia comandos de um Polaris RZR 1000, terminou a corrida com uma vantagem de 1m19s sobre o espanhol Roberto Viñaras.

 Este triunfo teve ainda o especial sabor de, pela primeira vez, o vencedor da competição Buggy UTV ter sido mais rápido que o líder da competição auto, neste caso Ricardo Porém. Com este resultado João Lopes e Bruno Santos assumem a liderança do campeonato.

  “Sempre disse que gosto muito desta corrida e sinto-me particularmente vocacionado para lutar pela vitória. A vitória no prólogo permitiu-nos ser os primeiros a arrancar para o percurso e desde o primeiro quilómetro trabalhámos muito para confirmar a liderança na corrida, sabendo que a concorrência é cada vez mais forte e numerosa. Este triunfo foi muito importante porque nos permitiu passar para a frente do campeonato, tendo em conta que um dos nossos grande objetivos é renovar o título alcançado em 2012 ”, salientou no final da corrida João Lopes, o piloto da JL Racing/Firststop/Pneudirecto.

 Com o apoio da JL Racing estreou-se nesta prova Tomás Vieira de Campos, filho do consagrado Filipe Campos, que terminou a corrida num excelente 9º lugar absoluto. Também o piloto JL Racing, Dinis Fortunato, terminou no Top 10 a sua participação na competição Quad onde foi ainda 2º da Classe Promoção.

Pódio para Rómulo Branco

Piloto luso-angolano chegou a ser líder da corrida 

Rómulo Branco e o navegador João Serôdio conquistaram hoje o terceiro lugar na Baja Terras de Alcoutim, a segunda prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno. O piloto luso-angolano, aos comandos da sua nova Toyota Hilux, terminou o setor seletivo de 284,35 km com uma diferença de 7m43s para o primeiro lugar.

 O piloto chegou a liderar a prova na sua fase inicial, no entanto, uma saída de estrada, que causou danos na Toyota Hilux e obrigou a equipa a parar na assistência, acabou por atrasar a corrida de Rómulo Branco. A partir daí o piloto encetou uma recuperação notável e terminou a corrida em segundo lugar. Todavia, um incendio num dos carros de competição impediu que alguns concorrentes terminassem o percurso e, por este motivo, a organização optou por definir a classificação final a partir dos resultados apurados em CP2 numa altura em que Rómulo Branco ainda estava em terceiro lugar atrás de Rui Sousa. Depois desta segunda jornada o piloto luso-angolano está no segundo posto do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno com apenas um ponto de desvantagem para o líder.

 Rómulo Branco sofreu, como já demos conta, alguns contratempos nesta prova algarvia, mas está confiante em que lhe é possível lutar por bons resultados: “a prova não começou da melhor maneira. O 5º lugar no prólogo não nos permitiu partir na posição desejada e obrigou-nos a forçar o andamento para compensar os atrasos de quando se anda no pó. Ainda assim, conseguimos recuperar algum do tempo perdido no prólogo. Mas, a saída de estrada que tivemos ao quilómetro 50 foi um forte revés para nós porque perdemos cerca de 10 minutos a colocar o carro de novo na estrada. Em seguida furámos e perdemos mais 3. Apesar de todos estes contratempos estamos satisfeitos porque estamos em 2º do campeonato e isso permite-nos ir para a terceira corrida com mais atitude. Vamos trabalhar ainda mais para conseguir um bom resultado em Castelo Branco”, referiu o piloto luso-angolano.

 O Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno prossegue nos próximos dias 27 e 28 de Junho em Castelo Branco onde se disputará a Baja TT Oleiros, Proença e Mação.

Yamaha Pinhelworks imbatível em Alcoutim

• Vitoria em quatro frentes (Absoluto, TT1, TT2 e TT3) 

António Maio venceu hoje a Baja Terras de Alcoutim, terceira jornada do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, reforçando com este resultado a sua posição de candidato ao título nacional. O piloto da Equipa Yamaha Pinhelworks Ray Just Energy gastou 3h20m53s a percorrer os 231,69 km da prova, tendo terminado a corrida com uma vantagem de 35s sobre o atual campeão nacional Mário Patrão.

 A Equipa Yamaha Pinhelworks Ray Just Energy venceu de forma global nesta corrida algarvia. Para além do triunfo absoluto de António Maio e da correspondente vitória na classe TT2, também Luís Teixeira, terceiro classificado à geral, venceu a classe TT3 e Sebastian Buhler, que terminou no 4º lugar, foi o mais rápido entre os pilotos da classe TT1.

 Resultado notável para a Equipa Yamaha Pinhelworks Ray Just Energy que colocou, assim, três dos seus pilotos nos quatro primeiros lugares da classificação geral. A participação da equipa completou-se com o 12º lugar de Frederico Fino.

 Para António Maio: “ dominei do princípio ao fim, com um ritmo forte e em segurança, o que me levou a conquistar a vitória. Temos tentado melhorar a mota e posso dizer que todo o trabalho que tivemos surtiu efeito. Este resultado é muito importante para nós enquanto equipa porque reforça as nossas possibilidades de conquistar o título neste campeonato.

 A jogar em casa, Luís Teixeira, adianta que “o principal objetivo da equipa foi cumprido. Cada um de nós venceu na respetiva classe e também vencemos à geral. Até meio da prova mantive-me na frente. A dado momento senti fadiga e baixei o ritmo, sem arriscar muito, para tentar chegar ao fim e terminar a competição. Agradeço aos meus patrocinadores, amigos e familiares o apoio que têm dado. Para as próximas provas à que tentar novamente dar o nosso melhor, mantendo ou melhorando o nível competitivo.”

 O mais jovem piloto da equipa Yamaha Pinhelworks Ray Just Energy, Sebastian Buhler, revela que “a prova correu da melhor maneira. Estou habituado a treinar em areia e, por isso, não foi fácil habituar-me ao piso duro. Hoje já me senti mais familiarizado com as condições do percurso e tentei imprimir um bom ritmo para conquistar uma boa posição. A moto portou-se lindamente e o trabalho da equipa tem sido excelente, o que também se refletiu nas classificações desta prova.”

Frederico Fino, piloto e chefe de equipa, afirma que “foi uma prova magnífica, mas muito dura. Ao longo dos primeiros quilómetros correu tudo bem, mas depois senti-me indisposto e perdi algum tempo. Ainda tentei recuperar mas, com um ritmo mais calmo, não consegui ir além do 12º lugar. Na equipa estamos todos muito satisfeitos. Fizemos algo que ainda não tinha acontecido: conseguimos uma tripla, ganhámos todas as classes, que era o nosso principal objetivo. Este resultado é uma motivação para manter o nível para a próxima prova que decorre já no final do mês”.

 A próxima jornada do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno disputa-se nos dias 27 e 28 de Junho, em Castelo Branco, a Baja TT Oleiros, Proença e Mação.

Serra algarvia trava João Belo e Lino Silva

Equipa abandonou devido a indisposição provocada pelo calor

 A dupla João Belo/Lino Silva não foi feliz na edição deste ano da Baja Terras de Alcoutim. A equipa do Opel Astra Proto abandonou devido a problemas físicos do piloto e do co-piloto provocados pelo intenso calor que se fez sentir naquela região algarvia. Depois de um arranque motivador e constante, João Belo e Lino Silva animaram a primeira parte do sector selectivo e chegaram a andar muito perto do top-5, mas as temperaturas elevadas associadas a um percurso com muitas zonas lentas e fechadas, acabaram por debilitar a condição da dupla que optou por sair de prova e não colocar em causa a sua integridade física. 

Apostados em divertirem-se e em superarem uma prova em que não têm sido felizes, João Belo e Lino Silva arrancaram para os quase 300 quilómetros de competição com uma estratégia cautelosa. O objectivo era manter a consistência e tentarem melhorar a classificação à chegada a Alcoutim.

  “Estávamos a tirar muito partido da nossa participação. Decidimos começar com calma e aumentar o ritmo para tentar subir alguns lugares no final. Mas o calor era muito e começámos a sentir uma forte indisposição, perdemos a concentração e a determinado momento percebemos que já estávamos a arriscar e a passar por algumas situações de perigo. Creio que terá sido por falta de hidratação que isto nos aconteceu. Optámos por parar e não correr riscos desnecessários”, afirmou João Belo.

 Antes do problema, a dupla do Opel Astra Proto chegou a rodar no sétimo lugar, depois de ter partido de décima. E isso aconteceu numa fase em que a corrida estava muito animada, com a maioria dos concorrente do top-ten separada por pouco mais de um minuto. Contudo, à passagem pelo primeiro controlo do dia, João Belo e Lino Silva tinham voltado à posição inicial. “Entrámos muito bem, mas o nosso tempo no CP mostra que já estávamos em perda”, explicou o piloto.

 A decisão tomada pela equipa acabou por ser a melhor e ambos já estão recuperados do esforço realizado. Neste momento, os dois já pensam na próxima prova do campeonato, a Baja TT Oleiros/Proença/Mação, que se realiza nos dias 27 e 28 deste mês.