quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Condições Extremas


A estrutura SRTeam deslocou-se para a Portalegre para a derradeira jornada do CNTT com objectivos claros de ultrapassar o mau pressagio da restante temporada, sendo esta a prova rainha do TT Nacional, as expectativas não podiam ser mais altas, esperando se um resultado positivo.

O prólogo de sexta-feira veio logo revelar um problema na direcção do Proto que aliado ao piso escorregadio e as condições atmosféricas, deixava a dupla Eduardo Rodrigues/José Manuel Marques, limitados na capacidade de tirar o máximo rendimento do Proto em pista.

Um 27º tempo na primeira especial, não espelhava a ambição da equipa, mas advinha dos problemas que a dupla enfrentou “in loco” nos quilómetros que iriam formar a grelha para o dia seguinte.
O tempo na zona de assistência revelou se curto para tentar resolver o problema encontrado, mas o excelente trabalho da equipa e uma escolha acertada de pneus tranquilizavam a estrutura e principalmente a dupla na tentativa de lutar por um resultado positivo.

O primeiro sector selectivo de sábado revelou se uma verdadeira luta inglória de pilotagem para levar o Proto de volta a Portalegre, nova ida as boxes e partida para a segunda etapa do dia.

Mas apenas percorridos os primeiros quilómetros do ultimo sector selectivo, e após duas saídas de estrada por comportamento irregular do Proto, foi decidido não arriscar e por um termo a participação na prova.

O piloto Eduardo Rodrigues afirmou “Na verdade estivemos perante condições únicas de prova, penso que das piores que há memória em Portalegre. Tudo este cenário em nada ajudou a nossa equipa já que ao testarmos a viatura no fim-de-semana antes da prova e em condições de piso seco, a viatura não indiciou qualquer problema, cumprindo integralmente e sem qualquer anotação todos os testes. Estamos certos de que caso não tivesse chovido, certamente poderíamos ter atenuado os efeitos dos problemas detectados ao nível dos diferenciais e direcção. Desta forma e por termos estado muito perto do acidente por 2 ocasiões, ficou bem claro para nós que não estavam reunidas as condições básicas de segurança, situação esta que será sempre primordial para nós, pois corridas há muitas e não faltaram oportunidades para nós mostrarmos o real valor da nossa Equipa.. Agradecemos desde já todo o trabalho realizado pela equipa, eles sim estiveram ao mais alto nível, bem como a todos os amigos que nos apoiaram uma vez mais nesta jornada.
Estamos certos que todo o trabalho desenvolvido trará os seu frutos, na certeza de que num futuro próximo possamos saborear o tão ambicionado sabor da vitória.
Um grande bem-haja a todos."


O Navegador José M Marques também esclareceu "Sendo ainda uma ligação piloto-navegador muito recente e como era possível nesta prova treinar o prólogo, pudemos acertar mais alguns pormenores de notas para melhor harmonia dentro do carro. O problema foi que o prólogo estava em condições que nós não contávamos, causando um mau tempo no cronómetro. No SS2, os esforços do piloto e da assistência mostravam-se infrutíferos dado que o carro mostrava-se instável e inseguro, causando a desistência no SS3 após alguns sustos"

Após a derradeira jornada do CNTT, a estrutura prepara afincadamente a sua participação nas 24H TT de Fronteira no ultimo fim-de-semana de Novembro, onde atempadamente iremos revelar mais informações.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Entrevista a Matthieu Baumel

O MaisTT regressa hoje às entrevistas que temos vindo a fazer a vários pilotos e co-pilotos, nacionais e internacionais. O nosso último "convidado" foi o navegador do português Carlos Sousa no último Dakar Argentina-Chile, Matthieu Baumel.

Matthieu Baumel, de apenas 34 anos, é francês, natural de Manosque e tem já um vasto palmarés "ao lado" de pilotos de renome internacional e divide a sua paixão entre o todo-o-terreno e os ralis. É nos ralis que o seu palmarés é mais "vistoso", tendo já feito por diversas vezes o campeonato do mundo de ralis, quer na categoria de promoção (PWRC), quer no campeonato Júnior (JWRC). Nos ralis já navegou pilotos como o conhecido Tommy Makinen e Guerlain Chicherit, sendo este último que o "leva" a fazer provas de todo-o-terreno, pois a dupla venceu o Dakar Challenge em 2005 que garantia aos vencedores a participação no Rali Dakar desse mesmo ano com um Bowler da equipa oficial. Desde aí a sua paixão pelo Todo-o-Terreno tem aumentado, dividindo agora a sua carreira entre Ralis e TT, tendo já navegado pilotos como Nasser Al-Attiyah e Carlos Sousa, no Todo-o-Terreno.

O conceituado navegador francês aceitou responder às nossas questões:

Na tua carreira como Co-Piloto já te vimos navegar pilotos como o Nasser Al-Attiyah, Guerlain Chicherit e Carlos Sousa, mas gostaríamos de saber ao certo qual a tua primeira experiência no automobilismo e com que piloto.


O meu primeiro piloto foi Manu Guigou. Continuei com muito bons pilotos, tais como Byan Bouffier, Brice Tirabassi, Alex Bengue, Guerlain Chicherit e até mesmo Tommi Makinen. Foi em 2004, como Co-Piloto do Guerlain no JWRC, que nós ganhámos o "Dakar Challenge". Participámos no nosso prmeiro Dakar em 2005 com um Bowler e no ano seguinte integrados na equipa BMW X-RAID.

Navegaste vários pilotos e por isso correste também em vários carros, entre eles o novo Mitsubishi Racing Lancer e o BMW X3 CC da equipa X-Raid. Em qual, de todos os carros em que já correste, gostaste mais de fazer uma corrida?

Num ponto de vista técnico, o X3 CC ou o Mitsubishi Racing Lancer são os carros com maior perfomance, pois foram concebidos para ganhar as longas e duras corridas como o Dakar.
Cada carro tem os seus pontos fortes no entanto o prazer da condução provém do piloto que o conduz e, nesses aspecto, eu tive a oportunidade de navegar o Nasser Al-Attiyah, o Guerlain Chicherit e claro, o Carlos Sousa e os três são excelentes pilotos.

Notámos no teu vasto palmarés participações regulares nos ralis, inclusivé no Campeonato do Mundo. Em qual a disciplina, entre os Ralis e o Todo-o-Terreno, te dá mais prazer participar? Porquê?

A um nível de perfomance idêntico, sem hesitar, eu escolheria o Todo-o-Terreno, pois o trabalho do co-piloto é bastante bem mais gratificante e interessante.
Nos ralis tradicionais o esquema de trabalho é idêntico em cada corrida, pois o percurso é reconhecido na altura e não existe espaço para a improvisação. No Todo-o-Terreno, nada se sabe com antecedência e a diferença entre os bons e os maus navegadores está na interpretação das informações dadas no roadbook, que é apenas distribuído na noite anterior, e na rapidez do pensamento que determina a escolha certa, ou não, da estrada a cada momento, a cada quilómetro que passa.

Fizeste dupla no passado Dakar com o mais conhecido piloto português. Como foi a experiência de estar numa prova tão dura ao lado do piloto Carlos Sousa?

Humanamente falando, o Carlos é uma pessoa fantástica. É um óptimo piloto e tem uma enorme experiência no Todo-o-Terreno o que faz dele um sério candidato aos primeiros lugares nas longas corridas como o Dakar. O nosso 6º lugar e 1º entre os carros a gasolina no último Dakar, podem prová-lo.

Entre os pilotos com os quais já correste estão três dos melhores do mundo da modalidade. Como te sentes por, de certa forma, seres o escolhido para navegar pilotos desta qualidade?

Estou muito orgulhoso de fazer parte da nova geração de jovens Co-Pilotos e por ter feito parte de uma equipa de topo no último Dakar. A cada corrida que passo com grandes pilotos consigo sempre ganhar mais experiência.

Já fizeste vários Ralis Dakar, qual foi o mais marcante para ti? Porquê?


Foi o meu primeiro Dakar que deixou mais lembranças. Não sabia nada sobre Todo-o-Terreno nem sobre a navegação, muito menos no deserto e esta primeira participação fez-me descobrir uma nova forma corrida de principalmente de aventura.
Depois desta primeira experiência, o meu objectivo foi não falhar a partida dos Ralis Dakar seguintes e até ao momento o "contrato" tem sido cumprido.

Experimentaste já as duas "versões" do Dakar, o Dakar em África e o Dakar na América do Sul. O que tens a dizer sobre o "velho" e o "novo" Dakar?

Do ponto de vista desportivo, para mim não há diferença entre África e a América do Sul. Tal como em África, andamos em pistas igualmente técnicas, rápidas, sinuosas, com areia, cruzamos desertos, dunas, apanhamos fesh-fesh, erva de camelo e muita navegação... Continuam por isso reunidos todos os elementos de um bom Dakar.
O cenário é igualmente fantástico, mas com preferência para a Argentina e o Chile, particularmente com a passagem nos Andes a mais de 4800m de altitude.
A maior diferença vem da população que nos acolhe, pois na América os telespectadores movem-se em massa e são verdadeiros entusiastas do desporto automóvel.

O que te levou a enveredares por esta carreira de Navegador, tanto nos ralis como no Todo-o-Terreno?

Inicialmente os Ralis eram apenas uma paixão e eu não tinha forçosamente de os tornar na minha carreira, mas a sorte trouxe-me até onde estou hoje. Os Ralis também me permitem viajar e descobrir novos países.

Guardas algum sonho para concretizar enquanto Co-Piloto de Todo-o-Tereno? Qual?

Sim, o meu sonho é ganhar o Dakar!

Por fim gostaríamos que nos contasses uma história feliz/caricata que te tenha acontecido enquanto Co-Piloto de Todo-o-Terreno.

Esta história engraçada aconteceu no Rally do JWRC na Alemanha. Chovia muito e estávamos a chegar à super especial. Tudo estava a correr bem mas o meu piloto, apesar dos nossos bons tempos, disse-me que não estava a conduzir tão bem como queria. Ele teve que esperar pela chegada ao parque de assistência para perceber que tinha estado a guiar com as suas botas de borracha ...por cima das botas de competição!!!

O MaisTT agradece ao Matthieu Baummel pela disponibilidade e deseja-lhe as maiores felicidades.

Por Luís Marques e Manuel Cordeiro | MaisTT

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Fotografias da 24ª Baja Portalegre 500 - Manuel Cordeiro




Algumas fotografias tiradas no decorrer da 24ª Baja Portalegre 500 por Manuel Cordeiro. Clique Aqui.

Raid Transportugal Accenture regressa à região Centro


• Organização do Transportugal Accenture vai realizar etapa anulada nas serras da Lousã e Açor

Devido ao mau tempo verificado nos últimos dias de Fevereiro, o Clube Aventura viu-se forçado a anular a 2ª etapa do 28º Raid Transportugal Accenture, que decorreu na região Centro.

Estão agora reunidas as condições para a realização da 2ª etapa, já no próximo dia 13 de Novembro de 2010. Com início e final na Lousã, o percurso inclui passagem nos concelhos de Lousã, Góis e Arganil.

Desta forma, a caravana vai regressar à Região Centro e usufruir de toda a beleza dos percursos escolhidos nas serras da Lousã e do Açor. Os participantes
da edição de Fevereiro beneficiam de condições especiais de inscrição, e o
Clube Aventura abre também a possibilidade a novos participantes que queiram
experimentar uma etapa do mais antigo e prestigiado Raid todo-o-terreno com navegação por Road-Book.

Ruben Faria mostrou KTM Rally em Milão


Ruben Faria esteve hoje na abertura de mais uma edição do Salão de Milão, certame anual na cidade italiana onde as principais marcas de motos mostram as suas novidades com vista ao ano seguinte.
O piloto de Olhão marcou presença no espaço da KTM, onde a marca austriaca revelou não apenas as novidades na sua gama de modelos para o próximo ano, mas igualmente mostrou o seus pilotos para o Dakar 2011 que se inicia no próximo dia 1 de Janeiro na capital argentina de Buenos Aires, sendo igualmente figura de destaque a nova KTM Rally 450 com que Ruben Faria e Cyril Despres vão tentar repetir a vitória no passado ano, então com ambos aos comandos da agora reformada Rally 690.
“É sempre um enorme orgulho poder estar numa apresentação deste nível, onde a imprensa mundial está presente.” Comentou o piloto algarvio poucos minutos após terminar a cerimónia e momento antes de mais reservadamente apresentar a sua nova moto para o ano que se avizinha.
“As regras forçaram a esta alteração de cilindrada para os 450cc e quanto a mim agrada-me mais. Sempre me senti mais à vontade com as 450, como mostrei quando venci o Pax Rally em Portugal em 2008 e após os testes que já efectuei com esta moto posso dizer que é a melhor moto de Rally que alguma vez andei.”
Esta nova arma da KTM foi desenhada desde uma folha em branco e o facto de não ser uma evolução com base numa moto de TT ou enduro desvenda pormenores dignos de uma máquina nascida para vencer, como o demonstrou recentemente Cyril Despres no Rally de Marrocos onde venceu na estreia da nova 450 austriaca em competição.
“A moto foi feita para este tipo de provas e foi sendo evoluida por mim e por outros pilotos ao longo do ano que agora está prestes a terminar. Efectuei testes com a mesma na Tunisia e em Marrocos e posso dizer que é bastante equilibrada, com um motor bastante potente e disponível em todos os regimes de rotação. É leve, estreita e muito maneável em todos os momentos, sem no entanto perder estabilidade em velocidades mais elevadas. Estou desejoso de poder competir com a mesma na Argentina, o que infelizmente não consegui fazer em Marrocos porque ainda não estavam feitas novas unidades que permitissem a minha presença nessa prova com a moto.”
Junto a Cyril Despres o piloto português e a equipa da Red Bull KTM vão tentar em Janeiro renovar o primeiro lugar conquistado em 2010.

Pódio em Portalegre


Após o encerramento do campeonato nacional de TT em Góis, onde conseguiu o segundo posto final na categoria TT2, David Megre esteve no passado fim-de-semana na tradicional Baja de Portalegre onde utilizou a mesma KTM 450 que tinha sido a escolha para o Estoril-Marrakech.
Sem a utilização do kit destinado ás provas africanas a moto do piloto da Cetelem mostrou-se bastante à vontade com as difíceis condições em que se disputou a prova alentejana, este ano sem pontuar para o campeonato nacional de TT, e a boa forma física de Megre ajudou a que no final a máquina com as cores do Crédito Agrícola estivesse no degrau mais baixo do pódio.
“A chuva intensa que se manteve ao longo de quase todos os quase 370 quilómetros de prova não ajudou em nada a todos os pilotos, mas senti-me bastante bem na primeira parte da prova, desenhada a norte de Portalegre, onde as pistas de areia e ainda virgens me permitiram um excelente ritmo na primeira fase da maratona.” Palavras do piloto da Caismotor que saíu na quinta posição na manhã de Sábado, depois de ter sido oitavo no prólogo realizado no dia anterior.
“Rapidamente encontrei o meu ritmo e consegui apanhar pilotos que partiram na minha frente, a 450 com a sua maior potência adaptou-se muito bem ás condições e não se deteve em nenhuma situação.”
O ritmo inicial ajudou a manter a toada na segunda metade da prova, onde os concorrentes passaram depois da caravana dos automóveis, encontrando os trilhos mais destruídos pelos veículos de quatro rodas.
“A segunda metade já sabíamos que sería mais complicada devido à degradação do piso e o acumular de esforço anterior, mas senti-me bastante bem e mantive um ritmo forte, mas sem correr demasiados riscos, de forma a conseguir chegar ao final com uma boa posição.”
E foi isso mesmo que fez o piloto da KTM, que regressou à cidade de Portalegre com a terceira posição, repetindo o terceiro posto conquistado no passado ano, então aos comandos da sua KTM 250.
“Foi uma excelente resultado para fechar o ano desportivo, numa prova sempre importante e que me agrada bastante. Para o ano posso subir de escalão e este foi um excelente teste.”

Carlos Esteves (Polaris) e António Val (Dazon) heróis à chuva


• Pedro Ramilo e Alcides Calçada conquistaram o título nacional nos Buggy
• Apenas 8 equipas chegaram ao fim e apenas duas de dia
• Estreia excelente do Rage de Tiago Cunha


Carlos Esteves, acompanhado de Helder Amado, em Polaris, foi o vencedor absoluto da Baja 500 Portalegre, a mais emblemática das competições de todo o terreno que este ano se disputou sob condições meteorológicas bem adversas o que levou a que dos 26 Buggys e UTVs que alinharam apenas oito estivessem à chegada.

Na Super Especial com que arrancou a prova, Tiago Cunha impôs o estreante Rage, enquanto que Bruno Matias (Meitian MT 1100) que registou o terceiro melhor tempo, atrás de Marco Grilo (Polaris), foi o mais rápido entre os Buggys.

No Sábado, a segunda etapa era composta por um único sector selectivo de 368,41 quilómetros. Um pouco antes da centena de quilómetros, onde estava instalado o CP1 já não passaram nove concorrentes entre os quais o candidato ao título Luís Ramalho (Goka) e a dupla José Denis/Luís Santos (Polaris) detinha uma vantagem de 4m20s sobre o Semog do par Pedro Ramilo/Alcides Calçada.

Em CP2, instalado ao km 271,98 já só passaram 11 concorrentes. José Denis/Luís Santos alargaram a sua vantagem para 13m32s agora sobre a dupla Carlos Esteves/Helder Amado. A 3ª posição era ocupada por Tiago Cunha com mais 19m34s, enquanto que Bruno Martins comandava entre os Buggy.

Todavia a equipa que estava no comando foi forçada a parar pouco depois com problemas de motor no seu Polaris, abrindo assim caminho para a vitória de Carlos Esteves que gastou 6h55m29s a cumprir o percurso. O seu Polaris e o Rage de Tiago Cunha que terminou na segunda posição com mais 18m00s foram os únicos a terminar ainda de dia o que já não aconteceu com o 3º classificado o Polaris dos irmãos José e Luís Vitória.

A quinta posição absoluta permitiu a António do Val (Dazon) repetir a vitória entre os Buggy alcançada em 2008, ele que voltou a ser acompanhado por Cristina Carvalho. Pedro Ramilo/Alcides Calçada terminaram na 2ª posição entre os Buggy resultado que lhes permitiu sagrarem-se campeões nacionais. Rui Castanheira (FBF) encerrou a lista de classificados e subiu ao terceiro lugar do pódio desta categoria.

Classificação Final do Campeonato

Buggy’s:
1º Pedro Ramilo / Alcides Calçada (Semog), 123 pontos; 2º Luís Ramalho (Goka), 123; 3º António do Val (Dazon), 108; 4º Rui Castanheira (FBF), 105; 5º Rui Serpa (FBF), 86; 6º António Estevão (Nanyi), 78; 7º Nuno Ferreira (FBF), 66; 8º João Matias (JB Racing) e Mário Ferreira (FBF), 45.

UTV’s: 1º Jorge Monteiro (Polaris), 116 pontos; 2º Carlos Esteves, 85; 3º Sérgio Silva (Polaris), 69; 4º Marco Melo (Polaris), 65; 5º Carlos Miranda (Polaris), 62; 6º José Denis/Luís Santos (Polaris), 57; 7º Fernando Silva (Redline), 38; 8º Tiago Cunha (Rage), 22.

Leiria sagra campeões nacionais de todo-o-terreno em Portalegre


A 24.ª Baja Portalegre 500, disputada este fim-de-semana, entre 28 e 30 de Outubro, revelou os campeões nacionais de todo-o-terreno, duas equipas de Leiria que asseguram a vitória no Grupo T2, Ricardo e Manuel Porém, e o vice-campeonato do Grupo T8, Paulo Rui Ferreira e Jorge Monteiro. A preparação destas duas duplas de campeões é também assegurada por uma equipa de Leiria, a Fera Racing Off Road Team, liderada por Nelson Falardo, que se torna assim na equipa com mais títulos nacionais em 2010.

«É uma honra enorme trabalhar com estes pilotos e com a equipa de mecânicos que nos acompanhou ao longo de toda a época, e que trabalhou ao mais alto nível, mesmo em condições que sabemos que estão aquém das maiores equipas nacionais e nternacionais», salienta Nelson Falardo. «Pessoalmente tenho um orgulho enorme no trabalho que desenvolvemos, e aproveito para agradecer a toda sãs pessoas que nos seguem nas provas, que nos apoiam, e que divulgam o desporto automóvel na região», acrescenta.

Depois de uma prova dura em que dominou a chuva e um terreno desafiante, Ricardo Porém e Manuel Porém confirmaram o primeiro lugar no Campeonato de Portugal de Todo-o-terreno (CPTT) com uma espectacular vitória no Grupo T2 em Portalegre e o 5.º lugar à geral, conquistado após dois furos que impediram que a posição fosse ainda melhor.

Ricardo Porém e Manuel Porém são os mais jovens vencedores de sempre do CPTT. Ricardo Porém, de 21 anos, é o campeão nacional do agrupamento T2 e o terceiro classificado no Campeonato de Condutores – Absoluto, e Manuel Porém, de 19 anos, é também campeão nacional do Grupo T2 e vice-campeão no Campeonato de Segundos Condutores – Absoluto.

Paulo Rui Ferreira e Jorge Monteiro venceram o Grupo T8 pela terceira vez consecutiva em provas do CPTT de 2010, com mais uma performance irrepreensível aos comandos do Toyota Land Cruiser, e garantem assim, à semelhança do que aconteceu em 2009, o vice-campeonato no agrupamento. Jorge Monteiro sagra-se igualmente campeão nacional no Campeonato de Segundos Condutores – Grupo T8.

Luís Carvalho e Joaquim Serrão, a terceira dupla cuja preparação foi assegurada pela leiriense Fera Racing, dominaram grande parte da corrida, disputando a liderança do Grupo T8 com Paulo Rui Ferreira e Jorge Monteiro. «Foi uma prova brilhante que terminou a 5 kms da meta devido a um problema eléctrico, causado pela intensa chuva que dominou todos os sectores selectivos», explicou Nelson Falardo.

A época de 2010 termina com uma prova emblemática, a 13.ª edição das 24 Horas de
Fronteira que «são o melhor exemplo do espírito do todo-o-terreno”, realça Nelson Falardo. Nesta prova, que decorrerá nos dias 26, 27 e 28 de Novembro, a Fera Racing estará representada com dois carros, uma Nissan Navara e um Nissan Terrano II, que contarão com pilotos leirienses ao volante, em equipas lideradas por Mário Duarte e Sérgio Brites.