segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Verificações cumpriram-se hoje em Portimão


Portimão Arena recebeu caravana do Africa Eco Race

Depois da jornada ensolarada que levou milhares de espectadores ao Shakedown do Africa Eco Race, a chuva teimou em cair durante todo o dia de hoje, segundo dia desta grande maratona africana de todo o terreno. Todavia a tarefa da equipa liderada por René Metge foi extremamente facilitada pelas excelentes condições oferecidas pelo Portimão Arena, o pavilhão multiusos que foi usado para todas as etapas das verificações administrativas e técnicas.

Elisabete Jacinto e o seu camião MAN TGS foram os que mais atenções despertaram ao muito público que acorreu ao Portimão Arena, onde os dois Buggy da equipa liderada por Jean Louis Schlesser suscitam igualmente muita curiosidade. De entre os restantes concorrentes o pequeno Renault Kangoo foi também muito apreciado pela sua ousadia.

Apesar de a alguns concorrentes africanos lhes ter sido permitido verificar apenas em Nador, a cidade marroquina escolhida para ponto de partida da primeira etapa com sector selectivo, nas verificações que ocuparam todo o dia onde foram observadas 37 equipas, não havendo qualquer impedimento para todas elas.

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Elisabete Jacinto já cumpriu as verificações


Verificações tranquilas no Portimão Arena

O segundo dia do Africa Eco Race foi hoje integralmente cumprido no magnífico Portimão Arena, um pavilhão multiusos que foi usado para as verificações administrativas e técnicas desta grande maratona africana de todo o terreno. Depois da ensolarada jornada do Shakedown, a chuva persistiu em cair durante todo o dia de hoje, não prejudicando todavia a tarefa da equipa liderada por Elisabete Jacinto, que cedo cumpriu todo o ritual da verificações.

“Hoje foi um dia calmo. As verificações já não são para nós o stress de antigamente. A equipa vem com tudo perfeitamente organizado, seja do ponto de vista técnico, como da parte documental e só temos de lidar com uma maior ou menor capacidade dos organizadores para que todo o processo se desenrole com maior ou menor rapidez. Hoje a equipa ficou livre pela hora de almoço, pelo que tivémos tempo de descansar até à hora do briefing”
afirma Elisabete Jacinto.

“Esta noite espero dormir bastante e bem, para amanhã fazermos a viagem até Málaga e começarmos na contagem decrescente para a primeira etapa competitiva que começará em Marrocos. Estou preparada e confiante de que poderemos ter um papel de relevo nesta competição, mas teremos para isso de superar muitos obstáculos que nos irão ser apresentados, dia após dia” salienta a piloto.

Rúben Faria já em Buenos Aires


O piloto português Ruben Faria está já na Argentina, onde chegou ao final da manhã em Lisboa, nove horas locais, após uma longa viagem que o levou desde Faro à capital da Argentina.

‘Foram muitas horas de viagem, quase dia e meio. Saí da Faro na manhã do dia 26 rumo a Sevilha e depois Barcelona onde me encontrei com a equipa. Após esse viagem voámos para Madrid de onde saímos após a meia-noite locais para a longa ligação com destino a Buenos Aires onde chegámos ás nove horas da manhã. Foi uma viagem grande e cansativa, mas sem problemas.’ Palavras do piloto da Vodafone que após a chegada rumou de imediato ao hotel onde ficará instalado até à partida da prova no próximo dia 1 de Janeiro.
‘O resto do dia de hoje será mais calmo para descansarmos da viagem, mas a partir da amanhã estaremos totalmente dedicados ás verificações e últimos preparativos para a prova, além da apresentação que vamos fazer aqui em Buenos Aires de toda a equipa.’

Face ás condições climatéricas que se vivem actualmente em Portugal e um pouco por toda a Europa, as temperaturas a rondarem os trinta graus centigrados agradaram de sobremaneira ao piloto de Olhão. ‘Assim sinto-me muito mais confortável do que com o frio que estava em Portugal. Estou habituado ao calor e por isso sinto-me melhor até mesmo que alguns elementos da nossa equipa para os quais estas temperaturas são um choque imenso. Mas teremos todos tempo para nos habituarmos a estas temperaturas e tudo estará a 100% quando a prova começar.’

Cyril Despres e Ruben Faria rumaram de imediato para o hotel assim que chegaram a Buenos Aires, de táxi de forma a ser mais rápida a sua chegada, enquanto que os restantes membros da equipa ficaram no aeroporto a tartar de toda a documentação de bagagem e aluguer de veículos necessários à operação da equipa para este Dakar 2010, onde Cyril Despres é um dos fortes candidatos ao primeiro lugar. Os próximos dias prometem ser um pouco mais calmos para toda a caravana, com a prova a começar apenas no dia 1 de Janeiro na capital argentina.

Equipa Mitsubishi Brasil em contagem decrescente para o Dakar 2010


Navegador Filipe Palmeiro já está na Argentina vivendo o clima do maior Rally do mundo

A Equipe Mitsubishi Brasil abriu a contagem regressiva para a 32ª edição do Rally Dakar. O navegador Filipe Palmeiro chegou ontem (27/12) a Buenos Aires e já sente o clima e a expectativa do maior desafio Off Road do planeta. Filipe, que correrá ao lado do piloto brasileiro Guilherme Spinelli a bordo do Mitsubishi Racing Lancer, não esconde a ansiedade de participar pela quarta vez da competição.

"Estou ansioso pelo início da prova. Cheguei ontem e já comecei a respirar o clima da competição. Já estão montando o palco para a largada promocional que fica bem em frente ao nosso hotel. Não vejo a hora de tudo começar", disse o navegador que participou do Rally Dakar duas vezes quando ainda era disputado na África e uma vez na América do Sul.

A largada promocional está marcada para o dia 01 de janeiro, com a passagem de Spinelli e Palmeiro pela rampa prevista para às 17h16min. A expectativa é de um grande público. Na última edição, o evento reuniu cerca de 500 mil pessoas em frente ao Obelisco confirmando a paixão dos argentinos pelo esporte. Para 2010, a organização acredita em outro sucesso absoluto de público que verá de perto pilotos e máquinas antes deles partirem para a cidade de Colón, local da largada da primeira especial do Dakar 2010.

O percurso da 32ª edição do Rally Dakar está bem diferente da última edição, também realizada entre Argentina e Chile. Em 2009, o Rally começou no sul da Argentina com regiões planas. Em 2010, o percurso está concentrado mais no Chile com muito mais areia e dunas. Ao todo serão 939km de dunas. 382 veículos disputarão a competição entre motos, carros, caminhões e quadriciclos.

O piloto Guilherme Spinelli embarca para Buenos Aires amanhã ( 29/12) e completará a dupla da Equipe Mitsubishi Brasil. Piloto e navegador farão parte da equipe JMB Stradale, a maior vencedora da história da competição com 12 títulos, ao lado das duplas formadas pelo argentino Orlando Terranova e o francês Pascal Mainon, o português Carlos Souza e o francês Matthieu Baumel, os franceses Nicolas Misslin e Jean Michel Polato e os portugueses Miguel Ramalho e Miguel Barbosa.

Espectáculo no Algarve


Com sol e sob uma temperatura amena, uma boa parte dos concorrentes ao Africa Eco Race aproveitaram a oportunidade que lhes foi proporcionada para “darem espectáculo” diante de dos muitos visitantes que vieram apreciar as suas máquinas, no decorrer do “Shakedown”.

A Câmara Municipal de Portimão preparou cuidadosamente um espectacular circuito de todo o terreno à beira mar, mesmo ao lado da Marina , para permitir àqueles que o desejassem, testar as suas máquinas numa pista antes de passarem para as verificações oficiais que se realizam no Portimão Arena. E foram muitos os que participaram para grande alegria dos milhares de espectadores presentes.

A mais aplaudida foi naturalmente Elisabete Jacinto, aos comandos do seus MAN TGS. O público ficou conquistado e satisfeito de ver os concorrentes alinharem com prazer, fazendo duas ou três voltas ao circuito, uns atrás dos outros. Depois, houve também espaço para sessões de autógrafos e fotografias ao lado das estrelas, no meio dos veículos estacionados no parque de assistência, tudo num ambiente de convívio extremamente agradável.

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Elisabete Jacinto deu espatáculo em Portimão


Shakedown atraiu milhares de espectadores

O Africa Eco Race, a grande maratona africana de todo o terreno, arrancou esta tarde em Portimão, com a realização do Shakedown que atraiu aos terrenos anexos à Marina de Portimão, milhares de espectadores. Elisabete Jacinto foi, a par de Jean Louis Schlesser, o piloto mais solicitado pelos muitos adeptos que se deslocaram até ao parque que recebeu a caravana do rali.

“Saímos de manhã de Lisboa e ao princípio da tarde já estavamos na pista a fazer o Shakedown de uma prova que vai passar por Marrocos, Mauritânea e Senegal. É fantástico ter, mais uma vez, uma grande maratona de todo o terreno a sair de Portugal, mas a animação que os adeptos da modalidade trouxeram a Portimão com a sua presença, justifica e bem a opção feita pela organização deste rali”
afirma Elisabete entusiasmada com o constante corropio de gente à sua volta.

“Ao contrário do que seria de prever, o percurso não tinha lama e era bastante arenoso e técnico. Foi necessário trabalhar bem para não cometer quaisquer tipo de erros. Apesar do frio saí bem aquecida das três voltas que dei ao circuito. A caravana do Africa Eco Race é relativamente pequena, mas já percebi que o ambiente vai ser excelente”
salienta a piloto.

Elisabete e a sua equipa continuarão amanhã em Portimão, onde terão lugar as verificações técnicas e administrativas no Arena Portimão. Estas poderão ser acompanhadas de perto por todos os que tiverem curiosidade em conhecer as equipas que participam numa das maiores maratonas da actualidade, o Africa Eco Race.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Carlos Sousa iniciou hoje maior etapa do Dakar 2010


O relógio marcava 16h40 quando Carlos Sousa partiu do Aeroporto de Lisboa. Destino? Buenos Aires, a capital argentina onde, pelo segundo ano consecutivo, terá lugar a partida daquele que é considerado o maior rali do mundo. Na bagagem, o piloto leva muita ambição e a vontade de se superar a cada dia de prova. Objectivo? Um lugar no top-10...

Confiante, descontraído e visivelmente bem-disposto. Assim se poderia resumir o estado de espírito de Carlos Sousa a poucos minutos de iniciar a sua primeira e mais longa etapa do Argentina-Chile Dakar 2010.

Relativamente à última vez em que se apresentou à partida da prova, os preparativos foram em tudo diferentes, bastando recordar que, em 2008, o rali se iniciava a poucos quilómetros de sua casa, numa edição que entraria directamente para história por ser anulada mesmo na véspera da partida…

Dois anos volvidos, o itinerário nada tem de semelhante, excepção feita ao facto de Lisboa se manter como ponto de partida de uma viagem que atravessará agora o Atlântico e terminará apenas em Buenos Aires, num voo intercalado por uma curta escala em Madrid.

Contas feitas, Carlos Sousa terá ainda que vencer os 9.557 quilómetros que separam as capitais portuguesa e argentina, ou seja, e a título de curiosidade, um pouco mais que o percurso total desta 32ª edição do Rali Dakar, a saber: 9.030 quilómetros. “É o meu primeiro Dakar fora de África, um continente que mudou a minha vida há quase 14 anos. Mas seja em África ou noutro continente, um Dakar é sempre um Dakar. A competição mantém-se única; e os melhores pilotos do mundo continuam a estar presentes”, enfatiza Carlos Sousa, o piloto português com maior sucesso no longo historial desta prova.

A disputar pelo segundo ano consecutivo na Argentina e no Chile, o rali compreende um total de 14 etapas que perfazem 4.810 quilómetros cronometrados, entre 1 e 16 de Janeiro próximo, coincidindo a chegada com o dia do seu 44º aniversário. “Esperemos que seja um bom prenúncio e possa festejar duplamente. Pessoalmente, já o disse, a minha meta passa por conseguir um resultado dentro do top-10 final, objectivo que já atingi por seis vezes em 11 participações. O problema é que existem talvez mais 15 a 20 pilotos a partilharem desta minha ambição e até com melhores condições para o conseguirem”, antevê Carlos Sousa.

“A minha maior apreensão tem menos a ver com o total desconhecimento do percurso ou com o facto de estrear uma nova motorização no Mitsubishi Racing Lancer (gasolina no lugar do diesel). O pior é mesmo saber que vou partir com uma injusta limitação no meu carro, imposta pelas equipas oficiais e depois confirmada pela Organização. Com efeito, vou ser o único dos 140 pilotos do pelotão a ter um carro com restritor de 32mm, ao invés dos 34mm estipulados para a admissão de ar dos motores a gasolina. Na prática, isso representará menos 25 a 30 cavalos de potência”,
pormenoriza o piloto.

Como se isso não bastasse, e também fruto do seu estatuto – só equiparável ao dos pilotos oficiais –, Carlos Sousa será o único privado a recorrer a uma caixa de apenas cinco relações, contra as seis dos restantes carros, o que também limitará em 25 km/h a velocidade de ponta do seu Mitsubishi Racing Lancer MRP 10 inscrito pela JMB Stradale Off Road.

“Até hoje, ninguém conseguiu explicar-me o porquê deste estatuto. A própria Organização admitiu que ele era injusto! Disseram-me apenas que a lista é elaborada de acordo com os resultados das últimas edições… Acontece que a última vez que disputei um Dakar foi já em 2007. Enfim, resta-me aceitar as regras do jogo, mesmo se ele está viciado logo à partida”, acusa.

Mas, apesar destes condicionalismos, a determinação de Carlos Sousa segue em alta: “Parto bastante motivado e confiante, um pouco à semelhança do que aconteceu no início deste ano, quando regressei ao Campeonato Nacional”, recorda Carlos Sousa, dominador absoluto da fase inicial do calendário, até um problema com uma hérnia discal o obrigar a abdicar daquele que seria o seu quinto título no plano nacional.

REGRESSO À ARGENTINA… SETE ANOS DEPOIS


Embora tratando-se, efectivamente, da sua estreia no actual formato sul-americano do Dakar, a verdade é que Carlos Sousa já por uma vez visitou a Argentina na qualidade de piloto. E, na verdade, as recordações deste país não podiam ser melhores, já que a vitória conseguida no Por las Pampas Rally, então disputado na zona de Córdoba, abriu-lhe em definitivo o caminho para a conquista da Taça do Mundo FIA de Todo-o-Terreno, em 2003: “Foi um ano inesquecível, talvez o ponto alto da minha carreira desportiva. Depois do quarto lugar no Dakar, o meu melhor resultado de sempre na prova, juntei o título mundial ao europeu conquistado meses antes”, recorda.

Agora, seis anos passados, é tempo de regressar ao país das Pampas e ali começar uma nova e inédita aventura. “Os primeiros dias na Argentina serão necessariamente de adaptação: ao fuso horário (mais quatro horas que em Portugal Continental) e também ao muito calor que ali se faz sentir, com temperaturas superiores a 30 graus. Mas antes calor que frio…”, refere o piloto.

Na bagagem, além de muita ambição e vontade de se superar a cada dia de prova, Carlos Sousa leva também alguns objectos de que já não consegue separar-se, como um pequeno iPod: “Acho que seria capaz de dispensar tudo o resto, menos o meu iPod. É um objecto muito prático e que me habituei a usar sempre que viajo. Ajuda-me a descontrair e a passar o tempo, sobretudo em viagens tão longas e desgastantes como esta”, revela o piloto português, com chegada a Buenos Aires prevista para as 9 horas de domingo (hora local).

Press-à-Porter

Elisabete parte com nova linha de vestuário


Estilista Sofia de Almeida criou em exclusivo para a equipa

Esta tudo preparado para se dar início à grande maratona africana, o Africa Eco Race. A piloto Elisabete Jacinto ultimou os pormenores necessários para partir para o rali: “Hoje arrumamos a bagagem no camião de assistência e aproveitei para afixar a lista de peças no interior da caixa de carga e colocar o mapa do percurso, assim como um quadro com os quilómetros de cada etapa no interior da cabine. Depois atestámos os depósitos com gasóleo e sentimo-nos prontos para o momento da partida” afirma Elisabete entusiasmada.

Embora leve um camião de assistência carregado de material, na sua bagagem pessoal vai apenas o essencial para os vários dias de prova obedecendo, com rigor, a uma lista que não deixa que nada de importante fique esquecido. “Material de campismo, fato de competição, uma muda de roupa para cada dia, estojo de higiene e pouco mais. Embora vá para o calor tenho de levar alguma roupa para as baixas tempraturas, pois as noites marroquinas são terrivelmente frias. Este ano tenho a sorte de ter uma linha de vestuário muito especial, concebida pela estilista Sofia de Almeida. Várias peças tais como camisas, polares e t-shirts foram concebidas com materiais e um design muito particular, com o objectivo de associar o conforto, a funcionalidade e a estética. Enfim…quando tudo corre bem, gostamos de ficar bonitos na fotografia” salienta a piloto.

Elisabete e a sua equipa estarão amanhã em Portimão onde se realizará uma especial espectáculo junto à Marina de Portimão. No dia 28 terão lugar as verificações técnicas e administrativas no Arena Portimão. Estas poderão ser acompanhadas de perto por todos os que tiverem curiosidade em conhecer as equipas que participam numa das maiores maratonas da actualidade, o Africa Eco Race.